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 Capitulo 21 - Matrix - Parte III
Liga da JustiçaO FIM chegou! A aguardada conclusão do confronto dos maiores heróis do mundo com os revolucionários futuristas. Descubra se Neo e seus aliados vão conseguir libertar a mente do mundo ou se a Liga vai impedi-los de matar a todos!

SUIÇA – Oeste Europeu
Os Alpes


A Suíça é um pequeno pais localizado no oeste do velho continente europeu. Possui apenas 7,5 milhões de habitantes e é conhecido por algumas grandes características. Algumas delas, em relação a canivete suíço, instrumento realmente versátil que ganhou o muito por oferecer diversos equipamentos compactos em uma única peça. Outro grande produto é o seu chocolate, conhecido pelo sabor refinado e único, em todo mundo.

Porém, duas de suas grandes características importantes para nós, são os famosos Alpes Suíços, que cobrem cerca de 60% do território suíço e que este pedaço todo é apenas 12,3% do território total dos Alpes, tornando assim uma injustiça chamá-los de suíços. Enfim, essa cadeia de montanhas faz a Suíça ser o segundo pais mais montanhoso do mundo, perdendo apenas para a também européia Áustria.

A outra grande característica suíça, e uma grande tradição, são seus bancos, conhecidos por guardar os maiores tesouros do mundo, coisas que vão muito além de simples papel-moeda, barras de outro ou pedras preciosas. Artefatos importantes, obras de arte, contratos, objetos de valor sentimental para homens com mais dinheiro do que comportam suas carteiras, enfim... O conceito de sigilo bancário na Suíça é de um sigilo realmente absoluto. De fato, o que contribui muito para isso é a famosa neutralidade Suíça, o que faz do pais, território livre para facções rivais operarem. Grandes acordos de paz foram tratados na Suíça.

Mas de que adianta saber disso?

Simples.

Um dos maiores bancos da Confederação Suíça, na verdade, o maior, o mundialmente conhecido UBS Aktiengesellschaft, tratou de aliar estas duas grandes tradições, os Alpes e o sigilo bancário, em uma forma totalmente única e impensável para a maioria dos moradores do mundo. Uma rota, através das montanhas, perto do teto do mundo.

Um trem, para ser mais exato um trem que leva em si o símbolo das 3 chaves cruzadas, leva objetos de valor até um grande refugio, uma caixa forte conhecida por poucos, menos entre os membros do UBS AG. No meio das montanhas, entre resorts e vilas incrustadas nas paredes milenares de rocha sólida, existe aquele que é o maior cofre secreto do mundo. Fortemente guardado, pela mais alta tecnologia, com um pequeno exercito particular contratado para defender bens que eles mesmos não sabem ao certo o que são. Pode ser desde objetos pessoais, até corpos ou armas nucleares. Diamantes, reféns, qualquer coisa que o dinheiro possa pagar e garantir segurança.

A rota é silenciosa.

O trem, uma versão de testes do famoso trem-bala japonês, faz seu caminho de ida e volta entre as belas paisagens congeladas. Túneis, pontes, todas pagas pelos juros cobrados pelo banco aos seus clientes. Toda a operação custou o equivalente a abastecer as geladeiras de um país africano de médio porte por um mês. É impensável para a maioria dos seres humanos nesse planeta conceberem essa situação.

Mas ela existe.

Tanto existe, que foi o local escolhido para ser o esconderijo final de um item que pode mudar a história desse e de outros mundos. Uma simples mala preta, esta atrelada por meio de uma algema ao pulso de um agente de segurança do UBS AG, trajado um em uniformes brancos com detalhes vermelhos, e o mesmo símbolo das 3 chaves, assim como seus 30 colegas espalhados pelo veículo. Eles sequer desconfiam da importância dessa viagem e quanto de atenção e movimentação terão hoje.


NABUCODONOZOR
Outra Dimensão



- Ok, alvo localizado, pessoal. A precisão suíça nunca me desaponta - diz Link, tentando suavizar o clima pesado na cabine de conexão da nave.
- Uma precisão mecânica, Link. Nada mais apropriado - responde o líder Morpheus, ao sentar-se em uma das cadeiras que a sala possui.

O processo era doloroso e complicado. Os plugues localizados nas nucas dos rebeldes, apesar de serem implantados ainda em um estagio fetal, nunca deixam de ter certa sensibilidade a conexão física que a rebelião construiu. Obviamente, é algo orgânico. Afinal, eles não foram feitos para isso.

De fato, nenhum dos presentes foi feito para estar ali. Todos foram criados através de cruzamentos aleatórios do banco de dados genético que as maquinas tinham da sociedade humana. Assim, com características físicas próprias seria mais fácil gerar personalidades impares na rede virtual Matrix. Seria fácil aceitar pais e mães, a diferença. Por mais que o estimulo mental fosse extremo, as sensações físicas ainda eram importantes para a geração de energia.

Afinal, todo esse trabalho não era à toa. As maquinas, desde tempos imemoriais, cultivam campos de humanos para usar seus corpos como baterias, para que elas, herdeiras da Terra, possam continuar seu ciclo de vida artificial.

Porém, se o plano traçado por Morpheus desse certo, isso iria ter um fim.

Mais cedo do que todos pensariam.

Antes de se sentarem em suas cadeiras, os dois amantes, Neo e Trinity, trocam caricias, como sempre fazem antes das missões. Esses pequenos momentos antes da ação e do perigo de nunca mais se verem novamente eram rápidos aos olhos de quem enxergava de fora, mas eterno para ambos.

Os dois se encaram, passam as mãos no rosto um do outro, nos cabelos, até que enfim se abraçam e seus lábios se tocam. Nenhuma palavra é dita, nenhum adeus seria suficiente ou satisfatório. Logo, estariam em outro mundo e seriam guerreiros, o máximo que puderem e cumpririam aquela missão.

Custe o que custasse.

- Ok, meninos... Chega de lenga-lenga! - diz Link enquanto o casal senta em cadeiras lado a lado, quase ao alcance de suas mãos - Todo mundo de plugue conectado e vamos em... 3... 2... 1... Carregando programa de espera. Escolham seus brinquedos, crianças!

Quando fecham os olhos, Morpheus, Neo e Trinity deixam um mundo frio, estéril, morto. Um mundo onde as maquinas são surpresas. Ironicamente, no mundo das máquinas, eles ganhavam habilidades supranormais e podiam combatê-las. E hoje em especial, ainda mais.

Quando eles abrem os olhos, estão em uma espécie de limbo, onde não há limites entre céu e terra, tudo é um imenso e vazio branco. E eles já não são os mesmos. Estão vestidos em roupas sintéticas, de couro e vinil, designs elegantes, cortes bem feitos, diferente dos trapos de panos grossos que vestiam no outro mundo. Óculos escuros, em diferentes formas para cada um também faziam parte do figurino e era uma espécie de marca registrada desses efeitos especiais.

Parados, os 3 em pé assistem a uma cena surreal acontecer ao seu redor: Duas paredes, repletas de armas correm em suas direções, como duas locomotivas, estacionando exatamente na posição onde eles se encontram.

- Vamos lá, o que temos aqui? - pergunta Trinity, sorrindo timidamente.
- Eu pedi a Link que programasse as armas com capacidades especiais, ainda que visualmente pareçam armas comuns. As laminas são configuradas como peças inquebráveis e os cartuchos das armas são renovados automaticamente. Notem que os bolsos dos casacos são internos, então guardem suas armas neles. Peguem um par de granadas de cada tipo e coloquem nos bolsos, assim sempre que procurarem, vão ter munição extra. - diz Neo
- Desde quando usamos cheats?
- Desde quando aparece um jogo que não podemos perder, Trinity. Venha, Neo teve uma idéia para nos ajudar a acompanhar seu ritmo. - responde o mestre zen, após pegar uma katana para si.


P align=justify> Torre de Vigilância
Lua Terrestre:


- Odeio perder o melhor da festa – diz o impaciente velocista escarlate.
- Mas aqui é o melhor da festa, Wallace – responde com um tímido sorriso o caçador marciano.

Em frente a uma enorme tela de cristal liquido, os dois heróis confabulam, esperando o momento certo de agir. Após certo trabalho reconstruindo os circuitos destruídos no combate com a Gangue da Injustiça, Ajax e o Flash apenas esperavam. O que era um particular tormento para um homem que vive a velocidade da luz.

J’onn J’onnz, por outro lado, sabia muito bem aproveitar a espera, com uma tigela cheia de Oreos e um copo de leite. Por algum motivo, o marciano era obcecado por aquele tipo especifico de biscoitos com leite, o que se tornou um motivo de brincadeira comum entre os membros mais jovens da Liga da Justiça.

Enquanto isso, os sistemas da Torre estão ligados a uma intrincada rede de satélites espiões de organizações como a SHIELD, Xeque-Mate, MI:13 e até de industrias como a Stark e a Wayne. Todos procuram determinada freqüência surgir em seus radares na Terra, em uma busca sem descanso, que já tomará algumas horas.

- Eu odeio esperar.
- Imagino. Mas não temos outra escolha.
- E Kyle? Quando vamos pegar os desgraçados que atiraram nele?
- Imagino que teremos nossa chance quando os terroristas ressurgirem. Aparentemente, os homens de terno preto estão atrás do mesmo objeto. Então, nosso time lá embaixo vai cuidar deles. E Kyle está bem, se recuperando após o tratamento com os raios púrpura.
- Esses caras são casca-grossa. As armas deles ignoraram minha velocidade e o anel do Lanterna. Quem garante que não tem munição anti-justiceiros lá?
- Tenha fé, Wallace. Nosso pessoal dará um jeito.
- Fé? Mas não é isso exatamente do que se trata, J’onn? Um bando de loucos cegos de fé?
- Aquilo não é fé, Wallace. É loucura, apenas com uma temática religiosa ou messiânica, como queira. Em qualquer religião do mundo, em qualquer credo, matar, seja lá quem for, por qualquer motivo, é errado. Guerra santa é um paradoxo, uma contradição. Não há nada de santo na destruição.
- Concordo, J'onn - diz Wally, observando os monitores - Ei, não é essa frequencia que estamos procurando?
- É sim. Da para triangular o sinal?
- Não, fica oscilando a fonte do sinal, como se viesse de... todos os lugares?
- Marque os pontos mais fortes de emissão - diz o marciano, que muda sua forma, criando mais 4 braços para manipular todos os comandos ao mesmo tempo, como um polvo - Olhe, a transmissão é continua, mas vem de um único lugar, emitindo para o mundo todo. Eles se mantém realmente por conexões, então, se cancelarmos a frequência...
- ... eles somem! Boa, J'onn!
- Estou comunicando os três em campo.
- Hah! Quero ver alguém ir contra a Trindade!


ALPES SUIÇOS


Um telefone toca dentro da cabine de passageiros do trem, que corre entre os kilometros de rocha sólida. Toca incessantemente, até que trÊs figuras vestida em couro e vinil se materializam na sala, como um passe de magica. Algarismos verdes flutuam no ar em meio a esse fenomeno.

- Enfim - diz o homem negro, portando uma espada samurai - Esta cada vez mais dificil entrar. O firewall está ficando impenetravel.
- Mais uma razão para não errarmos, Morpheus - responde Trinity - Neo, sente alguma coisa?
- Não, mas tenho uma intuição. Sigam-me.

O trio caminha pelos corredores com pressa e atenção, olhando para todos os passageiros a cada passo dado. Neo, entre os poderes que possuia, podia ver através das paredes se alguém tinha o pacote que os três guerrilheiros procuravam. Até agora nada, o corredor foi terminando, até chegar a uma porta, que liga um vagão a outro do trem.

Ao abrir a porta, uma surpresa.

A próxima cabine estava recheada de soldados armados com um arsenal que alguns dos maiores exercitos governamentais não tinha. Neo já podia ver seu alvo.

- Preparem-se. O pacote está no vagão seguinte. Já o próximo, está cheio de problemas.
- E nós, cheios de soluções - Trinity engatilha o par de submetralhadoras que carrega, quando abre a porta abruptamente e começa a disparar, derrubando 3 soldados de primeira.

Morpheus abre seu sobretudo, e de um bolso dele saca uma metralhadora MI-6 criada pelo exercito americano. Abaixado, enquanto Trinity de pé usa suas subs, ele descarrega seu pente, em uma combinação que simplesmente transforma, ironicamente, o vagão e seus passageiros em queijo suiço.

- Isso está facil demais - diz Neo.
- Concordo - responde Morpheus, se recompondo - Vamos, quanto mais rápido terminarmos isso, melhor.

Assim, que o trio passa, no vagão anterior, outro fenomeno acontece e mais um trio se materializa no ar. Porém, um trio bem mais famoso e espalhafatoso, para espanto e encanto dos presentes.

- Não é assim que eu opero - diz a figura de capa preta, o Cavaleiro das Trevas.
- Não temos outra opção. Dentro de 15 quilometros de rocha solida, o espaço é pequeno - responde o Homem de Aço.
- Eles já passaram por aqui - diz Diana - Escutem os barulhos dos tiros!

Batman pensa em jogar uma bomba de fumaça para encobrir sua fuga, mas o borrão violeta que atravessa os dois vagões, arrebentando as duas portas de metal, faz o trabalho. Ele e a Mulher Maravilha correm atrás, tentando se desvensilhar dos passageiros.

Quando eles finalmente chegam, mal podem ver o Homem de Aço sendo arremessado para fora do trem com um soco de Neo, que parte atrás dele, deixando Trinity e Morpheus e a maleta para trás. O impacto faz o trem tremer, porém como o tunel onde eles se encontram é realmente muito fino, as paredes de rocha sólida impedem o veículo de tombar.

Batman e Diana encaram os criminosos restantes, os encarando. O cheiro de sangue invade suas narinas. Corpos de soldados estão caídos, empilhados em cima uns dos outros. Uma cena digna de campos de concentração nazistas ou em prisões da China comunista de Mao Tse Tung.

É o suficiente para que os justiceiros cerrem seus punhos e partem para o combate.


DO LADO DE FORA

Um casal descansa tranquilo na sacada de seu chalé de madeira nobre. O sol refletindo na neve é um belo espetaculo para um amor jovem e financeiramente saudavel. Labios se tocam com paixão, enquanto juras de amor são trocadas. O frio do clima é combatido com o calor humano de corpos abraçados.

- Edward - diz a jovem morena - Quando nos beijamos, sinto o chão embaixo dos meus pés tremerem.

- Lara, eu sinto o mesmo, quando nos beijam... Ei, esta tremendo MESMO!

Em meio aos lençóis e edredons, lascas de madeira explodem pelo ar, deixando os amantes separados por hora. O impacto violento do gancho de Neo arremessou o Superman através de rocha sólida e através do chalé do jovem casal.

No ar, ele recobra seus sentidos e usa seu poder de voo contra a força da trajetória que seguia, parando no ar. Logo, ele ve seu reflexo nos osculos escuros do adversário, preparando mais um golpe devastador. Porém, desta vez, Superman esta preparado.

O cruzado é evitado usando supervelocidade e usando uma manobra de Aikidô, o ultimo filho de Krypton usa a força do soco de Neo contra ele, deixando-o de costas para Kal-El, que usa sua visão de calor nas costas do homem de preto.

Neo se afasta com a potencia dos raios, mas não tem tempo de respirar. Ao se virar, já é recebido com uma sequencia em supervelocidade de socos, aos quais ele mal consegue se defender. Do ultimo, ele não escapa, sendo arremessado direto em uma das montanhas, fazendo uma cratera com ponto focal onde ele aterrisa. Hotéis centenares, cravados em pura pedra, tremem no impacto. Turistas correm, ligando para suas embaixadas.

- É, definitivamente eles tem upgrades - diz Neo, euquanto limpa o sangue que escorre em sua boca.
- É sua ultima chance de se entregar pacificamente, Neo. Não sei o que sua seita prega, mas nenhuma fé aceita mortes de inocentes! - diz o Superman, flutuando frente a Neo, preso na presa, estatelado.
- Ninguém é inocente, Clark. E quanto a sua oferta, vai se danar! - rebate Neo, que entra em velocidade supersonica, destruindo o resto da montanha, apenas para acertar Superman em cheio, rumo aos céus.

O homem de aço se pergunta como ele sabia seu nome. O nível de periculosidade desses terroristas aumentava a cada segundo. Superman percebe que Neo esta tentando leva-lo para atmosfera onde o oxigenio é rarefeito e acelera o movimento, usando sua capacidade pulmonar para oxigenar seu sangue. Ambos criando um vacuo que sugam todas as nuvens num raio de 1o quilometros, o que deixa o céu azul, mas cria um pedaço de gelo orbitando o planeta.

Cada vez mais alto, mais rapido, nenhum dos homens desiste de seu intento. Porém, ao ver a pele de Neo congelando, Clark Kent para, tentando presevar a vida de seu inimigo.

- Assim você vai se matar!
- Quem disse para você que eu preciso respirar? - responde Neo, que usa a hesitação do adversário para empurrá-lo no sentido oposto, rumo a Terra, onde reentrando na atmosfera, ambos começam a pegar fogo, e como cometas, colidem com uma das montanhas locais, dizimando-a completamente.


DENTRO DO TREM

Os pares tentam se posicionar, mas os constantes abalos sismicos causados pelo combate de titãs lá fora, não os deixam nem assumir posições de combate. Usando isso como arma, A amazona conhecida como Mulher Maravilha, acerta um chute no rosto de Trinity, que voa através dos vidros reforçados das janelas do vagão. Ao contrario de Neo e Superman, elas não atravessam paredes de rocha, mas se encontram em pleno ar, já que o trem começa a através uma ponte suspensa entre as montanhas.

A guerreira das sombras tira de um de seus bolsos uma especie de pistola, disparando um gancho que crava na parede externa trem e a impede de cair, fazendo-a ficar no ar, arrastada pela força quase sonica do veículo.

Trinity usa a força do motor do arpéu para puxa-la de volta, mas não é suficiente. Então, a amazona usa sua força superior para puxar Trinity, que cai como um gato no teto do trem. Ao encara Diana, Trinity veste um capuz, fechando sua roupa de vinil como um todo, jogando fora seu sobretudo.

- O que é isto? -diz a Mulher Maravilha.
- Um exoesqueleto de aumento de performance, usado por Tony Stark e modificado por nossos técnicos. Aumento de força e velocidade de mais de 3000%.
- Brinquedos não fazem de você uma guerreira.
- Muito menos esse shortinho estrelado faz. Você me deve uma... irmã!

Agora de igual para igual, as duas mulheres travam um duelo de força e habilidade. Trinity ataca com wushu e krav magá, e Diana rebate usando técnicas de karatê e kempo de Okinawa. Trinity é mais rapida, mais tecnica, mas Diana é mais eficiente. Até que a amazona moderna usa mais um truque contra a antiga, ao disparar uma rajada repulsora da mão direita.

Diana é arremessada, mas ganha o equilibrio no ar e pousa do outro lado do vagão, surpresa.

- O que foi? Achou que eu ia roubar apenas a força do Homem de Ferro? - diz Trinity enquanto dispara incessantemente contra a amazona, que rebate usando seus braceletes.

Dentro do vagão, dois homens de valor se degladiam de maneira muito mais brutal. Batman e Morpheus são dois obcecados por suas respectivas lutas. Mas são opostos totais nos metodos que usam. Morpheus não se importa em matar para atingir seus objetivos. Para o Batman, toda vida é sagrada. Não é a toa que um usa uma katana e outro se defende com manoplas afiadas para escalada.

- Não sou tão facil de matar quanto inocentes, não é? - provoca o Homem Morcego.
- Não, é apenas mais irritante. Você está impedindo a humanidade de ser salva do mais perigoso vilão. E ainda se diz um herói?
- Vocês não combatem vilões, são apenas assassinos. Os civis de Gotham e Chicago nada tiveram haver com esta história.
- Ninguém é inocente. Todos são perigosos e fantoches na mão dos Agentes.
- Do que você está falando? Não vê que perdeu a razão? Largue essa maleta e renda-se.
- Nunca! - Morpheus cruza sua espada em pleno ar, atingindo em cheio os braceletes do Batman, cujas laminas travam a mais mortifera espada criada pelo homem.
- Mandei revetir minhas manoplas com o metal alienigena chamado adamantium.
- Engraçado... - diz Morpheus quando retira da cintura uma pistola semi-automatica - Eu não preciso dessas coisas - E dispara contra o peito do cavaleiro das trevas. Mesmo com a proteção de sua armadura, ele cai desacordado com o choque de 5 tiros a queima´roupa. Nesse instante, Morpheus retira

- Morpheus para todas as unidades, vamos sair daqui o mais rápido possível!
- Não tão, rapido... humano. - diz uma voz fria e aterrorizantemente conhecida.

O lider da rebelião humana olha para o chão e vê a transformação do cavaleiro das trevas em um homem de terno, cabelo engomado, dispositivo de audio conectado ao ouvido esquerdo e uma Desert Eagle .50 armada contra seu rosto.

- Agente Brown.
- Morpheus. Largue este maleta.
- Vai ter que arrancar de meus dedos gelados.
- Com prazer - O agente, já de pé, começa a disparar, enquanto Morpheus move os restos dos movéis do vagão contra ele, tentando fugir.

- Neo! Agentes!

Do lado de fora, o Escolhido ouve seu mentor, enquanto ignora seu adversário e voa em direção ao trem. Superman também ouviu o chamado de Morpheus com sua superaudição e segue Neo através de seu vacúo, perseguindo-o. Enquanto isso, Morpheus passa de um vagão a outro, euquanto a arma do Agente Brown dispara sem pudor seus projeteis de metal, varando todo tipo de superficie. Civis são alvejados, o que deixa a Mulher Maravilha em choque, ignorando Trinity para combater o homem de terno negro.

Pena que a munição dele não pode ser rebatida por braceletes.

Diana é alvejada duas vezes. No joelho e no ombro e cai ao chão. O agente para diante dela, dando a chance para os rebeldes escaparem, mas Trinity percebe que Diana so quis proteger inocentes.

- Morpheus! Eles não são agentes! São humanos!
- Dane-se! Vamos embora! Já temos o pacote, nossa passagem para casa já esta chamando - Morpheus aponta para o telefone que toca e toca sem parar no próximo vagão.
- Dane-se você - diz Trinity voltando-se para o Agente, em posição de combate - Eu posso enfrentá-lo com esta roupa.
- Cheat Codes nunca foram usados antes contra Agentes - diz Brown, sorrindo - Sabe porquê? - Ele rapidamente troca golpes com Trinity e facilmente a derruba, torcendo seu braço e quebrando-o - Porque não funciona contra nós.
- Trinity! - diz Neo, rompendo a lateral do trem, e pousando entre Morpheus e Brown, que agora aponta sua arma para a tempora de Trinity.

O agente sorri, sobre a fatalidade da situação.

- Sabe, Escolhido, você não é tão rapido assim para pegar uma bala tão próxima dela. Assim, Morpheus vai fugir por aquele telefone e sua mulher vai morrer, na sua frente.
- Não, não vai.
- Neo...
- Morpheus... Me dê a maleta!
- Nunca! Bilhões de vidas dependem disso.
- Mas é Trinity...
- Ela sabia os riscos!
- Chega desse drama! A maleta ou a garota em 3... 2... 1...

BLAM!

- Trinity...
- Sabe, ele não pode ser tão rápido assim, mas EU sou - diz o velocista escarlate sorridente, o Flash. Atrás dele, surge a figura alienigena do Caçador de Marte segurando Trinity nos braços - De fato, eu não posso afetar a bala, mas a garota sim!
- Isso acaba agora - diz o também ressurgido Superman ao atingir Neo em cheio e, mais uma vez, abandonando o vagão pelas paredes. O vento agora é violentamente forte no vagão.
- A maleta - diz J'onn J'onnz para o caído Morpheus, que puxa a maleta para si, mas tem os dedos quebrados pelo marciano - Wallace, acabe com isso.
- Certo. Golpe vibracional saindo! - Flash vibra com o telefone no gancho até o mesmo explodir. Logo, os três guerreiros de preto somem, como se fossem fumaça ou sonhos, sem que tivessem nunca existido. Morpheus some deixando a maleta cair no chão e com a queda, ela se abre.

E por um momento o mundo fica... pisca.

- Isso cuida dos nossos malucos. Agora é a sua vez, engravatado - diz o Flash, já com a maleta fechada em mãos.

O agente se levanta, passa a mão direita sobre o ombro esquerdo, retira o pó do entulho, ajeita o óculos pacientemente e diz, sorrindo.

- Obrigado.
Então, a bizarra metamorfose acontece novamente. A realidade se distorce e o Agente Brown se torna mais uma vez Batman, o cavaleiro das trevas, que cai, desacordado.

- O que diabos aconteceu aqui, J'onn?
- Eu não sei se realmente quero saber. Vamos reunir nossos feridos e ir para casa.


TORRE DE VIGILANCIA
Horas Depois:


- ...e foi isso o que aconteceu - diz Wally West, enqunato devora o décimo segundo sanduiche natural do dia. Kyle Rayner, ainda se recuperando dos ferimentos sofridos nas mãos dos homens de preto, apenas ouve a história.
- Tá, você salvou o dia, por eles serem de outra dimensão, alterou os padrões vibratórios e tal. Mas alguém descobriu algo sobre os caras, os homens de terno, alguma coisa?
- Não. Uma coisa é certa. Segundo as analises de J'onn, parece que a frequencia que os caras usavam foi anulada de uma vez por um "campo de distorção". Ele comparou com um "firewall" de computador, sabe? E por algum motivo, fez sentido.
- Acho que você e o J'onn comeram bolachas mofadas de novo, isso sim.
- Ta, mas só de saber que eu não vou ver aqueles caras de novo, eu fico mais tranquilo. Sei lá.
- Eu não. Odeio ficar sem respostas pras as coisas. Porque os caras eram tão fanaticos. Que diabos tinha naquela maleta?
- Nada, o que é mais estranho. Acho que dessa vez, você vai ter q se contentar em ficar sem saber.

NABUCODONOZOR
Outra Dimensão:


Morpheus, diferente de outros dias, come sozinho, em seu quarto. Enquanto o grupo todo se diverte por ter retornado de mais uma missão vivos, ele se retira, pensativo. As paredes de ferro o sufocam nessa situação e ele se pergunta o porque ainda luta, se tudo parece impossivel.

- Posso entrar? - diz Neo, com outro prato de sopa de nutrientes. O dele.
- Sente-se.
- Eu gostaria... De pedir desculpas.
- Não é preciso. Você estava defendendo sua mulher. Eu que poderia ter fugido dali, que tenho certeza que você daria um jeito. Afinal, não seria a primeira vez que salvaria Triny da morte certa - sorri o velho homem careca.
- Oraculo me disse que você teria que fazer uma escolha, entre amigos e o dever. E ainda escolheu o dever. Eu me pergunto se eu fosse assim, se não teríamos já acabado com essa guerra.
- Neo - Morpheus olha nos olhos do amigo - Essa guerra já durou séculos antes de eu, você de qualquer um daqui aparecer. Sua presença aqui, contudo, mostra que ela está próxima do fim. E será que essa ansiedade não é que esta atrapalhando? Se formos parar para pensar, no fim das contas, as coisas acontecem do jeito que devem acontecer, não importa a razão ou motivo.
- Mas e as bilhões de pessoas conectadas naquela Matrix?
- Elas ainda estão lá, vivendo suas vidas, esperando para serem resgatadas. Temos diversas outras Matrixes para explorar. Quem sabe em alguma delas, não descobrirmos uma forma de entrar lá novamente?
- E os super-heróis?
- O que tem?
- Eles são mesmo agentes? Ou são programas?

- Agora eu já não sei. Não depois de ver o Brown possuindo um deles. Não depois de ver outra ignorar a missão para salvar um humano. Não há lógica nessas ações, é muito...
- ...humano?
- Certamente.

Então, os dois homens continuam a comer, em silêncio. Mas, como nas melhores amizades, uma hora de silêncio é melhor do que muitas conversas. E a Nabucodonozor se afasta, singrando os subterraneos do planeta que um dia foi a Terra, em alta velocidade.

FIM


É, foi uma farra e tanto.
LJA foi meu primeiro título na Quadrim.
Agradeço a todos pela oportunidade e sorte para quem vem por ai.
Até breve, justiceiros!

Posted on Saturday, February 13 @ 20:18:04 BRST by Andre_faccas
 
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