Califórnia – sob nova direção! A cega Al é a nova governadora do Estado mais rico da América, porque alguém tem que trabalhar nessa família! Mas e o emprego do Deadpool no Clarim Diário? E suas responsabilidades como pai? E o Governator? Tudo isso e muito mais em mais uma intrigante edição de Deadpool – o Mercenário Tagarela mais amado do mundo!
Tarde em Nova York. Uma longa fila de candidatos está plantada a horas em frente a um escritório da Warner, Bros.
Este evento, aparentemente sem importância, passa a ser crucial no desenvolvimento desta história. Pois foi justamente no final dessa fila que o Deadpool estacionou a caminhonete que roubou de Roy Harper na última edição.
- Ei, amigo! Pra que diabos é essa fila?
- Teste de elenco.
- Sério!? Uau! Pra qual filme?
- Superman.
- Puta que pariu! Se tu me disser que o Bryan Singer vai dirigir de novo, vou te encher com tanto chumbo que vão precisar te enterrar aqui mesmo, só pra não te carregarem pro cemitério!
- Não, não – respondeu o cara no fim da fila. – Na verdade, anunciaram muito pouca coisa a respeito desse projeto. Estão tentando manter em segredo, sabe? Ainda não descobri quem é o diretor, mas tenho lá meus palpites.
- Quem? – perguntou Wade.
- James Cameron.
- É, seria interessante. Mas como você ficou sabendo de informação confidencial?
- Dedução, meu caro – respondeu o loiro, de maneira convencida. – Olha, sei que não parece, mas já foi um herói reconhecido no mundo inteiro. Trabalhei com a Liga da Justiça.
- Hmm, sei, não te reconheci sem as meias, Zatanna.
- Eu não sou a Zatanna!
- E quem diabos é você, mocorongo?
- Promete que não conta pra ninguém?
- Claro!
- Eu sou o Gladiador Dourado.
- Uau. Mal posso conter minha empolgação.
- Eu sei, acontece o tempo todo. E você, quem é?
- Clark Kent – respondeu Deadpool.
- Kent? Você não parece o Clark Kent que conheço...
- Eu tenho uma cara muito comum.
- Olha... Eu diria que muito pelo contrário. E depois, que eu saiba, Clark Kent é um jornalista.
- Eu também sou jornalista.
- Porra, não fode! Dois Clark Kent, os dois são jornalistas e... Peraí, me diz uma coisa... Por acaso, tu nasceu em... Krypton?
- Não, não... Nasci em Suzano, Canadá.
- Ah, entendo. Trabalha pro Planeta Diário?
- Na verdade, é pro Clarim.
- E o que está fazendo aqui?
- Bom... Eu vou aonde a notícia está.
- E a notícia está aqui, meu caro. Comigo. Eu estava olhando os classificados no jornal quando vi o anúncio de que estavam selecionando atores pra esse filme. Descrição: “papel principal, vai usar vermelho e morar no Pólo Norte”. Porra, é óbvio que é o Superman!
- Sabe, Gladiador... Até eu tou pensando em fazer esse teste...
“Como é burro”, pensou o Gladiador Dourado. “Feio desse jeito, não aceitam ele nem pra ser o Parasita.“
“Como é burro”, pensou o Deadpool. “Veste vermelho e mora no Pólo Norte só pode ser EU!”
- Wade – disse uma voz misteriosa. – Você não mora no Pólo Norte.
- Logo você querendo me torrar os pacová com cronologia, Raul!?
A Quadrim orgulhosamente apresenta:
Deadpool
Por Raul Kuk

Deadpool nas Manchetes!
Deadpool criado por Rob Liefeld e Fabian Nicieza
Back in the K-Fofo:
- Max? MAX!
- Quê, quié, inferno?!
- Max, o promotor público está vindo aí. Ou a gente mantém essa balbúrdia minimamente apresentável ou a Al manda a gente pra cadeira elétrica.
- Oberon, aquela cegueta escrota no mínimo já mandou instalarem a cadeira elétrica aqui mesmo. Se ela quisesse nos matar, já teria feito. Mas ela precisa de nós, vivos, pra garantir que alguém vai ouvir os resmungos dela.
- Faz sentido. Mas com o Governator de cama e o Wade desaparecido, quem manda na casa é ela. É a única que tem um emprego decente.
- “Governadora da Califórnia” não é um “emprego decente”. É o emprego dos sonhos! Vamos tirar vantagem disso!
- O que está sugerindo, Max?
- Vamos mamar nas tetas do serviço público!
- Mamar nas tetas... da...
- Não. Termine. Essa. Frase.
- Ok, ok... Meu cérebro ia travar antes que eu conseguisse, de qualquer forma. O que você sugere?
- Bom, o Wade não volta pra cá porque não consegue ser um mercenário que ganha a vida honestamente, certo? Vamos arrumar um cargo público legal pra ele com a Alfred.
- E o que te faz pensar que a Bruxa do Oeste vai topar?
- Simples: assim ele vai passar mais tempo com a filha. E isso é o que todo mundo quer.
- Ora, até que faz sentido...
- Porque sou um gênio, Oberon.
- Um gênio que mora de favor...
- Ei, qualé? Eu estou escondido aqui. Estavam tentando me matar.
- Certo, mas isso é outra história. Como espera conseguir um emprego público pro Wade?
- Do jeito mais difícil: pedindo.
- Não achei que fosse viver para ver o dia em que você se humilharia.
- Você ficaria surpreso, Oberon. Bom, vamos falar com a velha.
Alfred estava ocupada em uma reunião com o staff do Governator (seus secretários de governo eram Jesse Ventura, Carl Weathers e Bill Duke). Estava de saco cheio dessas reuniões que não serviam pra nada e começava a entender porque o Arnold resolveu sumir no cafofo do Pool.
- ... o que estou tentando dizer é que não dá pra simplesmente reduzir os impostos sem impactar o fornecimento de serviços básicos, Sra Governadora.
- Bobagem. Há impostos demais, Sr Ventura. Podemos cortar algumas alíquotas sem causar uma sangria no...
- Eu não tenho tempo para sangrar!
- Como é que é?
- Nada, esquece.
- Pfff... Começo a entender por quê vocês foram contratados...
- Alfred! ALFRED! – interrompeu Max.
- Max, você não está vendo que estou em reunião?!
- Alfred, eu tive uma idéia que vai ajudar a Ginger com o pai dela!
- Hmmm... Interessante. Muito bem, reunião encerrada.
- Se ele sangra, pode ser morto... – resmungou um dos secretários enquanto deixava a sala. Alfred já teria mandado todos eles embora, se confiasse o bastante em Maxwell Lord, Oberon, Ralph, Sandi e na Pistoleira para lhes dar o emprego.
Mas uma coisa ela tinha que admitir sobre Max: aquela raposa sabia tudo sobre a podridão nos negócios e na política.
- Muito bem, babaquara. Desembuxa.
- Eu tive uma idéia. Que tal você dar um emprego pro Wade em algum órgão do governo ou coisa do tipo?
- Por que eu deveria?
- Porque isso o manteria aqui. Perto da filha. Arrume um órgão público com orçamento de fome, sem impacto administrativo, que ninguém tenha ouvido falar e que não possa ser usado em campanhas. Passa tudo pro Wade, manda ele escolher a equipe dele, coloca ele dentro de uma sala com a filha e larga lá. Não dou cinco minutos pra ele parar de jogar paciência no computador e começar a dar atenção pra menina.
- Hmmm... Odeio admitir, mas sua idéia é boa, Max. Mas temos alguns problemas. Primeiro: que secretaria seria essa?
- Já pensei nisso. Veja, tem uma antiga repartição do governo chamada “Auxílio aos Órfãos”, que trata de encontrar os pais verdadeiros de crianças adotadas. Isso só é possível porque esse órgão conta com ajuda de ONGs.
- E?
- E isso quer dizer que não há nenhuma interferência de nenhum outro órgão do Estado. Apenas o bom e velho Wade Wilson assinando petições de crianças atrás de seus pais verdadeiros, e encaminhando essas petições para ONGs que realmente fazem o serviço.
- Isso seria perfeito! Mas aí entra nosso segundo problema: cadê o retardado?
- É, aí fudeu, porque ele disse que ia pra Nova York ou coisa do gênero.
- E o que diabos aquele imbecil iria fazer em Nova York?
- Bom, ele tinha arrumado um emprego no Clarim Diário. Então ele lembrou que era bom aparecer no trabalho de vez em quando. Sabe como é, pra justificar o salário e tals. Então acho que ele está lá.
- Precisamos dele aqui com urgência. Acho que a menina chorou ontem...
- Ela chora e a humanidade se estrepa...
- Não se preocupe. Vamos castrar o Wade se isso acontecer.
- De que adiantaria? Ele tem fator de cura.
- Mas a dor é inesquecível...
- Alfred, você é uma mulher má...
- Lord, somos uma espécie em extinção... Tente localizar o retardado. Tenho uma reunião com a Comissão de Ética do Estado. Aparentemente, são os extras do elenco de “Irmãos Gêmeos”.
- Até que o Arnold sabia contratar...
- Você diz isso porque nunca viu o Danny DeVito com a camisa aberta, encaracolando os pêlos do peito... Verdadeiro ursão.
- Credo, que nojo. Mas peraí, você também não viu!
- E sou grata a Deus por isso. Agora cai fora. Achem o retardado enquanto eu assino os papéis.
- Espera que a gente fique procurando ele numa cidade do tamanho de Nova York?
- Não, apenas assistam o noticiário. Certeza que daqui a pouco a gente fica sabendo onde ele está.
Enquanto isso, na Grande Maçã:
- E aí, Wade? Conseguiu o papel?
- Não, cara. Me fudi. Entrei achando que o “cara de vermelho que vive no Pólo Norte” era... outra pessoa.
- Pra você ver como você é burro. O papel é meu.
- Tenho certeza que sim. Indiquei teu nome lá pro Cameron.
- Sério mesmo!? Porra, valeu! É a grande chance da minha vida!
- Eu sei, eu sei... Sai que é sua.
- Valeu mesmo, não vou esquecer de você! Ei! Ei, Sr Cameron!
- Isso, vai lá, otário. Bom, onde é que fica o prédio do Clarim mesmo?
Enquanto o Michael Carter, o Gladiador Dourado ia se submeter a um humilhante teste, Deadpool começou a perambular por Nova York atrás do edifício do Clarim. Não foi difícil achar, principalmente depois de perguntar para dois taxistas, incontáveis guardas e um surdo.
Deadpool entrou tranquilamente no edifício, graças ao seu indutor de imagem, e foi direto para a sala de J Jonah Jameson, onde sua bela secretária o recebeu:
- Ora, vejam só quem está de volta! O senhor...
- Kent, Kent! Meu nome é Kent.
- Curioso o senhor dizer isso, porque aquele cavalheiro está a sua espera justamente pra conversar sobre... Direitos autorais ou algo assim.
Deadpool se virou e lá estava um sujeito grandalhão, de terno, chapéu e óculos o encarando minuciosamente.
- Então, você é Clark Kent, hein? O repórter.
- Eu mesmo – respondeu Deadpool. – E você, quem é? Algum fã?
- Não, não. Eu sou Clark Kent, o repórter..
- Homessa!
Longe dali, um misterioso grupo se reunia dentro de um armazém abandonado (uma das coisas mais fáceis de se encontrar em Nova York é armazém abandonado, já reparou?).
- Obtive a confirmação, meus amigos. Ele está no prédio.
- Clark Kent está de volta a Nova York?
- Sim. O desgraçado que arruinou nossas vidas... Colocou nossa integridade em questão... Desprezou nossos valores fundamentais... E, mais grave ainda, ousou caçoar daquilo que mais amamos.
- Este é o momento ideal para nossa vingança!
- Por isso os convoquei aqui, hoje. Somos sete, ao todo. Sete dores que iremos infligir. Sete castigos que iremos administrar. Sete punições que iremos decretar. Sete mortes que o filho da puta vai encarar.
- Hmmm... Legal. Olha, por nada, não... Mas só se morre uma vez.
- Neste caso, o destino foi piedoso com o nosso inimigo, então. Mas apenas neste caso...
- Eu quero saber quem é você e o que pensa que está fazendo, arruinando minha reputação desse jeito!
- E quem diabos vem a ser você?
- Eu já disse! Sou Clark Kent! O verdadeiro Clark Kent!
- Eu não sabia que tinha um “verdadeiro Clark Kent”.
- E também não sabia que sou jornalista?
- Nem idéia.
- Não passou nem por um segundo nessa cabeça oca que publicar essas... essas coisas com o meu nome é crime!?
- Qualé? Tu gostou dessas porras aí?
- Não é questão de eu gostar ou não... Escute, você fez resenhas de todos os livros da série Crepúsculo... dos filmes... e os publicou no Quadrim semanalmente durante mais de um ano!!! Eu não agüento mais acordar de madrugada com fã adolescente de crepúsculo me jurando de morte... Já jogaram ovos na minha casa... Na minha esposa... Meu chefe vive me perguntando porque eu odiei tanto assim os livros... QUE EU NUNCA LI!
- Se nunca leu, por que falou tão mal?
- FOI VOCÊ QUEM FALOU MAL, RETARDADO!
- Ah, é... Bom, mas olha... eu sinceramente ia respeitar mais um jornalista que falasse mal dessa pataquada toda. Eu devo ter feito mais bem do que mal pra sua imagem.
- Não interessa! Isso é crime! Você precisa se retratar e eu quero minha reputação de volta!
- Quem sabe a gente não chega a um acordo financeiro? Se você pagar bem, eu...
- Mas como você pode achar que eu... hein!?
Um estrondo os interrompeu.
Do outro lado da sala, sete garotas adolescentes gorduchas e emo-góticas gritaram:
- Lá está Clark Kent! Peguem-no, meninas!
- Isso é culpa sua... – disse o verdadeiro Clark Kent.
- Ei, elas tão falando é de você. Se vira!
Antes que pudesse correr, Clark o segurou pelo colarinho. Só então se deu conta de que a textura do tecido não parecia correta. Examinando melhor, viu a verdadeira identidade do falso Clark Kent: ele era o Deadpool!
J Jonah Jameson tinha dado um emprego para o Deadpool!
Aparentemente, o retardado não tinha se dado conta da confusão em que podia se meter por usar o nome de outra pessoa nos textos do jornal. Mas isso não mudava o fato de que sete adolescentes histéricas estavam querendo matá-lo por isso!
- Ei, esperem aí! Acho que posso esclarecer a situação pra vocês! – disse o verdadeiro Clark Kent.
- É bom que possa mesmo! Sabe o que seus textos ridículos fizeram a gente passar!?
- Na verdade, não. Mas lamento muito por todo o mal-estar. Para provar que não agimos de má fé aqui no Clarim Diário, jornal de meu amigo J Jonah Jameson, permitam-me explicar o papel que meu amigo aqui teve nessa história.
- NÃO ME ENTREGUE, EU IMPLORO!
- O nome dele também é Clark Kent... Mas ele só escreveu aquelas resenhas para... Bom, para servir como marketing viral dos filmes. O que ele queria era causar polêmica. Por termos o mesmo nome, as coisas ficaram confusas. Mas ele está disposto a desfazer o mal-entendido.
- Como?
- Levando vocês para o estúdio onde estão produzindo o filme novo!
Deadpool desejou estar morto, mas lutar com o verdadeiro Clark Kent não era uma boa idéia. O grandalhão era mais forte do que aparentava. A contragosto, foi levado até os estúdios onde os filmes eram produzidos, servindo como guia para as garotas e usando sua credencial de jornalista para falar com o elenco.
Situação humilhante, sem dúvida. Mas, se tem algo que Deadpool aprendeu, é que nenhuma situação é suficientemente ruim que não possa ser terceirizada para algum infeliz.
Assim que entraram no estúdio, deu de cara com um velho conhecido:
- Gladiador, meu velho! É... é você!?
- É, cara... – disse o Gladiador Dourado, tirando uma desajeitada máscara. – Lembra aquele papel no filme? Então. Não era filme do Superman. Porra, veste vermelho e mora no Pólo Norte, quem mais poderia ser?
- O Papai Noel.
- Poizé, era um filme natalino. Eu fui recusado, claro. Não tenho físico pra representar o Papai Noel!
- Com certeza, mas... que raio de fantasia é essa?
- Isso? Ah, logo que saí do estúdio, um cara chamado Ochopprenhauser falou que estava fazendo um filme de lobisomem. Resolvi topar, mas é baixíssimo orçamento. Chama-se “O Lobisomem da Guabiroba”.
- Entendi... Ow, amigão. Pera um pouquinho aqui que preciso ir até ali e já volto.
- Na boa.
O falso Clark Kent foi falar com as fãs gorduchas de Crepúsculo:
- Meninas, sabem quem eu acabo de encontrar? O lobisomem de Crepúsculo!
- AAAAIII, NÃO ACREDITOOOO!!! – gritaram, histéricas. – ONDE?! ONDE?! ONDE?!
- Logo ali. Vão lá dar um beijinho no pulguento.
- AAAAIII, LINDOOOOO!!!
- Ei, mas o quê... Peraí, de onde vieram essas gorduchas? Não... Não!
E lá se foi o Gladiador Dourado...
Era a desculpa que Deadpool precisava pra sair de cena. Agora que tinha conhecido o verdadeiro Clark Kent, não adiantava mais usar o disfarce. Clark voltou para Metrópolis, sua cidade, satisfeito por desfazer o mal-entendido. O único problema é que, agora, Wade não tinha mais um emprego.
Foi quando dois homens de terno se aproximaram dele.
- Wade Wilson?
- O verdadeiro Wade Wilson. Quem quer saber?
- Sr Wilson, eu sou o agente Tango. Meu colega aqui é o agente Cash. Somos de uma repartição do governo do Estado da Califórnia chamada “Auxílio aos Órfãos”. Queira nos acompanhar até o escritório, por favor.
- Ei, qual o galho? Eu deixei vocês órfãos? São apenas negócios, rapazes.
- Não, senhor. A verdade é que o senhor é o nosso novo chefe. Cortesia da Governadora Cega Alfred.
- A AL VIROU GOVERNADORA?
- País maravilhoso, não é mesmo?
Na limousine do governo que o levaria até o jatinho do governo que o levaria até a Califórnia, Tango e Cash colocaram Wade à par do trabalho dele na “Auxílio aos Órfãos”. Basicamente, ele não ia fazer muita coisa e dar ordens pra um monte de gente. Mas o interessante do trabalho é que ele poderia tentar localizar os pais de qualquer órfão, valendo-se dos contatos de uma extensa rede de ONGs com o mesmo objetivo.
Talvez pudesse achar até mesmo seu próprio pai.
No próximo número: deuses nórdicos! Donzelas em apuros! Funcionalismo público! E o começo da busca pelo pai de Wade Wilson! É o primeiro capítulo de Pool World Tour