Quando a última edição foi lançada, o Corinthians estava na segunda divisão, o Chinese Democracy ainda não havia sido lançado, especulação imobiliária dava muito dinheiro, Dercy Gonçalves ainda estava viva, Crepúsculo não tinha chegado aos cinemas, Star Trek era uma franquia morta, o gibi mais vendido era Secret Invasion, Deadpool não tinha título próprio nos US and A e o autor desta fanfic era solteiro! Mas Deadpool continua sendo o Mercenário Tagarela mais amado das fanfics e ESTÁ DE VOLTA para deleite de seus fiéis leitores! Porém... o que mudou? Onde está Wade Wilson? Quem é Ginger Wilson? Por que tem tanta gente morando no cafofo? Respostas para essas e outras intrigantes perguntas no fanfic mais aguardado de todos os tempos!
- Max? Alô, Max? MAX!
- Quem diabos está falando?
- Sou eu, porra!
- Wade!? Você está vivo?!
- Não, idiota. É uma ligação mediúnica. Max, eu preciso de ajuda!
- No que você foi se meter?
- Estou preso na porra do Brasil. Tá caindo o maior dilúvio nessa porra, tou sem grana, não falo Português, não sei chegar em lugar nenhum e a única coisa que consegui foi ligar a cobrar pra você me tirar daqui.
- Sua perspicácia me intriga. O que espera que eu faça?
- Bom... Eu tou num lugar aqui do Rio de Janeiro chamado “Morro Dona Marta”. É uma favela. Tu não ia acreditar nesse lugar! As mulheres andam semi-nuas, todo mundo cantando e dançando o tempo todo, os macacos atacam as pessoas nas ruas e eu vi uma jibóia engolindo um sujeito!
- Puta que o pariu!
- Poizé, mas quando eu cheguei aqui, fui pego por esses traficantes! Eles tão querendo dez mil dólares pra me deixarem ir embora. Que, obviamente, eu não tenho.
- Porra! Por que você não matou todos eles?
- Porque já vendi minha munição e minhas armas faz tempo! Max, me ajuda!
- Tá bom, tá bom! Eu vou mandar a grana!
- Obrigado, Max! Tu é meu anjo da guarda!
- Sei, sei... E vê se volta pra casa! Ninguém mais tá agüentando a Alfred dando ordem em todo mundo aqui e...
- Ei, eu ouvi isso!
- Fudeu, Wade! A enrugada me pegou! Volte logo ou... ARGHHHH!!!
- Max? MAX? Ih, caraio... Espero que a enrugada não o mate antes de ele mandar a grana.
- Wadaço? Com quem você está falando?
- Com um amigo, Luma. Volte a dormir.
A doce e inocente (e deliciosamente nua) Luma voltou a dormir, um sono tranqüilo, sob as estrelas em seu apartamento na Barra da Tijuca. Wade (ou “Wadaço”, como era conhecido entre a mulherada carioca), riu-se da situação:
- Putz, como o Max é burro. Eu podia me teleportar de volta pra casa quando eu quisesse.
Enquanto isso, no cafofo, Alfred interrogava Max:
- Quem era no telefone, pilantra?
- O Wade. Entrou numa roubada lá no Rio de Janeiro.
- O que ele queria?
- Dinheiro, oras. O que mais poderia ser?
- E você vai mandar dinheiro praquele retardado? Você perdeu o juízo, Max?
- Não se preocupe. Quero só ver a cara dos traficantes quando forem pegos com dinheiro falso e marcado.
A Quadrim re-apresenta:
Deadpool
Por Raul Kuk

Pool in Rio
Deadpool criado por Rob Liefeld e Fabian Nicieza
Rio de Janeiro, manhã seguinte:
- Boa dia, o senhor WilsonNNAAARRGGHHH!!!
- Aqui não tem ninguém com esse nome.
- ARGHHHH!!!
- Que foi? Nunca viu homem pelado? E o que isso aí na sua mão? Encomenda do Max? Mas já!?
- Sedex 10, Sr Wilson. O Correio brasileiro é um dos melhores do mundo. AARRGHHHH!
- Sei, sei. Bom, obrigado. Nada de gorjeta.
- AARRRGGGHHHH...
Deadpool abriu o pacote sem muito cuidado e lá estava: dez mil dólares (em notas falsas e marcadas, não que Deadpool tivesse se dado conta disso...)
- Wadaço, querido... De onde veio esse dinheiro?
- Daquela aplicação que tenho no exterior, Luminha. Comprei uma mineradora de um empresário mané aí e revendi por uma pequena fortuna. Tou recebendo uma grana porque, sabe como é, um homem precisa se divertir.
- Você não me quer mais!?
- Não é isso! Eu só... Bom, tou andando pelado no seu apartamento já faz um tempo... E os paparazzo não dão sossego.
- Ah, entendi. Bom, você é mais rico que o meu ex-marido. Pode comprar as roupas que quiser.
- E é isso mesmo que vou fazer. Até loguíssimo, Lumaça!
Deadpool saiu usando seu indutor de imagens para passar despercebido pela elite carioca. Obviamente, Luma não era muito brilhante, ou teria se dado conta de que seu misterioso namorado não precisava gastar dinheiro com roupas.
Mas ela não se importava com nada disso.
Tudo que ela queria era o amor daquele homem.
Que burralda.
Mas a verdade é que o Wadaço (ou melhor, o Wade) não sabia andar sozinho direito no Rio. Quer dizer, ele até tentou alugar um carro mas, não importava para onde estivesse indo, ele SEMPRE acabava ao lado de uma árvore idiota. Dessa vez, não ia cair na mesma armadilha. Ia pedir uma carona!
- Hey! HEY! Hola, brasileño!
- Si, amigo! Que quieres!?
- Yo no hablo português muy bien! Necesito carona!
- És gringo?
- Si! De Estados Unydos!
- Porra, entra aí! Também sou estadunidense!
- WHAT!?
- Estadunidense. É como eles dizem “norte-americano” por aqui.
- Que porra. Qual o teu nome, guri?
- Harper. Roy Harper.
- Wadaço.
- Como posso ajudar um conterrâneo?
- Trutaço, já gastei toda a minha grana com puta e com pinga nessa cidade!
- Porra! Ficou sem grana e tá pensando em ir embora?
- Nem fodendo, agora vou gastar a grana dos outros.
- Legal. E pra onde você quer ir?
- Só me tira dessa porra de cidade. Eu NUNCA MAIS quero ver essa árvore do caralho na minha frente de novo.
- Deixa comigo, Wadaço!
Só então Wade descobriu porque não conseguia sair do lugar no Rio de Janeiro. Por algum estranho motivo, ninguém respeitava as regras básicas de trânsito na cidade. Inclusive Roy. Era um tal de passar em sinal vermelho, atropelar pedestre e andar na contra-mão que, pela primeira vez em muito tempo, Deadpool sentiu MEDO.
- Puta que me pariu, moleque! Dirige direito essa porra, seu filho da puta! Tá querendo morrer?!
- Segura firme!
Wade teve a impressão de ouvir sirenes atrás deles, mas foi por pouco tempo. Pararam alguns minutos depois, bem longe do ponto de partida.
- Onde DIABOS nós estamos!?
- Aqui é a Ilha do Governador.
- Governator’s Island?
- O que disse?
- Eu conheço o dono dessa ilha.
- Legal. Bom, Wadaço... Lamento atraí-lo para a loucura que é minha vida. Mas tenho uma importante missão a cumprir antes que eu possa continuar a te dar carona.
- Ai, meu saco...
- Não se preocupe – disse Harper, colocando um uniforme. – Serei breve.
O uniforme se resumia a uma jaqueta preta com detalhes vermelhos e uma pequena máscara vermelha. Harper pegou, então, um pequeno rifle de precisão na parte de trás de sua camionete.
- Você vai me matar?
- Claro que não, Wadaço! De onde tirou essa idéia?
- Você está, tipo, armado, se é que você me entende...
- Não é letal.
- Você vai me atordoar e depois? Me roubar? Me sodomizar? Me disseram que aqui os motoristas de táxi são capazes das maiores atrocidades...
- Não! Eu trabalho pra uma equipe do governo. Os Novos Titãs.
- Mas isso era no tempo do Luthor!
- Sim, de quem mais poderia ser?
- Hmm... Esqueci que minhas histórias estão meio desalinhadas. Mas isso não quer dizer que não vale pra cronologia, ouviu, Véio!?
- Que seja. Bom, eu estou aqui pra prender um importante traficante do Rio.
- Porra! Por que não disse antes! Quem é o cara?
- O nome dele é El Andro. Ele está naquele chugato.
- Naquele o quê?
- Uma confraternização típica de brasileiros.
- Confraternização? Com pinga e carne assada?
- Isso mesmo.
- Garoto, então pode abaixar essa arma. Titio Wade vai te mostrar como se desbanca um cartel do crime organizado internacional.
- Mas... Mas...
- Vai por mim. Depois de hoje, um traficante vai precisar pensar muito antes de ter negócios no Rio de Janeiro.
Harper não entendeu muito bem, mas, quem quer que aquele cara fosse, parecia ser muito convicto de suas capacidades. Talvez não fosse má idéia acompanhá-lo e, quem sabe, aprender algo.
Seria a maior lição de sua vida.
Ao chegarem ao chugato, Deadpool foi logo se apresentando e fazendo amizade com o povo: El Andro não era o típico chefão do narcotráfico que se vê em filmes. Era um sujeito jovem, bem vestido e bastante social. Nada de gorducho de rabo de cavalo e anéis, apenas um cara comum. À primeira vista, diriam até se tratar de um estudante universitário ou honesto funcionário de multinacional.
O chugato era um evento bem familiar, reunindo não mais de uma dúzia de pessoas animadas. A carne era excelente e a bebida, melhor ainda. Foi o próprio Wadaço quem sugeriu um brinde: “Sexo sem proteção!”, no que foi acompanhando pelos demais.
Bem, quase todos.
- Qualé, Roy? – perguntou El Andro. – Tu não vai beber? Que desfeita é essa?
- Bom, sabe como é... Eu estou, tipo, em serviço e...
- Deixa disso, moleque! Vira um copo aê!
- Não, eu...
- Anda! Vamos! Se o Roy Harper quer ser um cabra macho, tem que virar esse copo até o fim!
- Até o fim!
- E vai pra cima e vai pra dentro e vai pra baixo! E vai pra dentro...
- Dentro! Dentro! Dentro! Dentro! Dentro...
Contagiado pela alegria dos presentes, Roy Harper se deixou levar pela empolgação e virou um copo da mais típica caipirinha de cachaça.
Pra um ex-viciado que não sabia o que era álcool desde a adolescência, foi como beber o mijo do próprio satanás.
Já o segundo desceu mais fácil.
Do terceiro em diante, era como tomar água.
Harper passou o resto do chugato com a cabeça encostada no peito de um ursão, que lhe cantava músicas do Emílio Santiago enquanto encaracolava os pêlos do peito. Não se sentia tão à vontade assim desde... Bom, desde muito tempo. Claro, de vez em quando precisava ir até o banheiro vomitar, mas tudo bem. A situação só começou a ficar chata quando, pra encurtar a caminhada, ele começou a vomitar dentro da churrasqueira.
- Amiches, o papo tá bom, mas acho que já é hora de levar o Ricardito aqui pra casa.
- Mas tão cedo...
- Poizé, mas olha... Melhor chugato que já estive. Curti muito, volto no próximo verão.
- Será bem-vindo, Deadpool. E traga seu amigo!
- Claro, assim que ele desintochicar.
Enquanto isso, no K-fofo...
- Max, a situação está crítica...
- Eu sei, Oberon. Com o Wade desaparecido...
- Mas você não disse que ele estava no Rio de Janeiro?
- E você acha que o retardado lá consegue escapar de lá?
- Bom... Agora você falou uma verdade. A filha dele parece estar com saudades...
- O pior é que você ouviu a história nas edições anteriores... Se ele não criar a menina direito, se não for um bom pai pra ela, a filha do Deadpool vai se tornar a maior carrasca da humanidade desde Luis Inácio.
- Um futuro terrível.
- Nem me fale. E agora, quem poderá nos...
- EI, OTÁRIOS! – gritou a Cega Alfred, entrando no cafofo. – Acabei de arrumar um emprego público, bando de sangue-sugas!
- Emprego público? Tipo, cota pra deficiente?
- Não, não. Eu sou governadora interina da Califórnia.
- Você o quê!?
- Governadora interina da Califórnia. Na última edição, o Arnold machucou o pescoço tentando cavar um buraco. Eu me aproveitei de uma brecha na legislação – que, aliás, ele mesmo usou quando deu o golpe dele – e me tornei a primeira idosa cega governadora deste país.
- Isso quer dizer mais ou menos impostos?
- Menos.
- Considere-se reeleita. Mas e aí, o que isso melhora aqui no cafofo?
- Bom, Max... Em primeiro lugar, eu posso mandar o cleptomaníaco do Ralf pra cadeira elétrica e o pulguento do Deuce pra carrocinha. Posso mandar prender a Pistoleira por insistir em andar pelada pela casa, e obrigar a Sandi a fazer terapia pra largar de ser chorona. Posso mandar o Oberon pra um hospício e você, Max...
- Pode me dar um salário com regalias governamentais?
- Antes, alguém precisa por ordem nessa casa.
- É comigo mesmo!
- Sabia que você entenderia meu ponto de vista. Com o Wade fora, eu dou as ordens aqui e agora tenho poder pra fazer mal-uso e garantir que vocês vão me obedecer. Portanto, mãos à obra!
- Sim, senhora governadora!
Enquanto Max trabalhava (ou, melhor dizendo, supervisionava o trabalho) para que o cafofo voltasse a ser um lugar minimamente habitável, Alfred foi ao quarto de Ginger Wilson, a filha de Deadpool.
- Boa tarde, querida. Tudo bem?
- Sim, tia Al. Eu só... Estava pensando na vida um pouco.
- Preocupada com alguma coisa?
- Sim... Com o meu pai. Onde ele está?
A cega Al deu um longo suspiro. Infelizmente, para garantir o futuro da humanidade, era forçada a mentir para Ginger.
- Ele está com a Liga da Justiça.
- Deve ser legal ser um herói – ela disse, enquanto olhava para a foto do pai na cabeceira da cama. Foi a pistoleira quem deu a foto para ela, após ter o cuidado de cortar fora a modelo da playboy que mostrava os peitos ao lado dele.
- Não é muito legal no caso do seu pai, querida...
- Por que?
- Bom, ele é forçado a agir no anonimato. Secretamente. Ele é, tipo, a arma secreta da Liga. Quando tudo dá errado, quando o Batman ou o Superman não sabem o que fazer... Bom, é seu pai quem livra a cara deles.
- Uau!
- “Uau” mesmo. Mas não se preocupe. Ele vai ficar bem. Ele sempre fica.
- Um dia, eu quero ser uma heroína igualzinha meu pai!
- Tenho certeza que isso o deixaria muito orgulhoso, Ginger.
- E também quero ter uma roupa igual a dele... Conhecer outros heróis... Pessoas famosas, artistas... Ir a festas... Quem sabe eu até conheço um dos Titãs?
De volta ao Rio de Janeiro:
Deadpool teve que arrastar Roy Harper de volta pra caminhonete. Ele não sabia, mas Harper tinha lutado muito pra superar o vício em heroína. Encher a cara de cachaça daquele jeito era o mesmo que dar o pontapé inicial para que o jovem Arsenal perdesse as estribeiras e começasse a topar qualquer negócio por uma dose.
- ME SOLTA! EU POSSO PAGAR! EU SOU UM HERÓI FAMOSO!
- Famoso o teu cu, restolho! Anda, vambora daqui!
- Se o Ursão me arrumar uma dose, eu posso pagar com meu corpo...
- Cacete, do vício pra prostituição é um pulo.
- Ele disse que vai me levar pra casa de praia dele em Nova Iguaçu...
- Escuta aqui, moleque: VOCÊ NÃO VAI BEBER MAIS! NÃO VAI USAR NADA MAIS FORTE QUE SAL DE FRUTAS! VAI ENTRAR NAQUELA PORRA DE CAMINHONETE E VAMOS JÁ SAIR DAQUI!
- EU QUERO FICAAAAARRRRRGGGGHHHHHH!!!
Quando as coisas não funcionam por bem, costumam funcionar por mal. Deadpool nocauteou Harper e assumiu, ele mesmo, o volante. Já tinha se divertido bastante no Rio de Janeiro e queria respirar novos ares.
A coisa tomou outro rumo quando ele passou pela Linha Vermelha. Já era madrugada e um policial fez sinal para que encostasse.
- Boa noite, amigo. Estamos fazendo a operação feriado. Pode descer do carro, por favor?
- Claro, mas por que?
- Estamos revistando os turistas, procurando por armas ou drogas.
- Entendi. Então é melhor não revistar meu amigo ali.
- Por que!?
- O cara tá muito lóks de dorgas. Chapou o côco numa festinha do narcotráfico e eu ia levar ele pra casa ou pra um hospital.
- Você é um bom homem. Sabe se ele está portando algo ilegal?
- Não, exceto pela arma – que ele diz que é atordoante – e pela máscara. Também tem dez mil dólares em dinheiro falso na bota dele.
- Mi puta madre! Amigo, pode seguir em frente, mas o moleque aí vai conhecer a força policial do Rio de Janeiro!
- Boa, seu guarda! Saco e cabo de vassoura nele! Abraços!
- Vaya con Dios!
Deadpool seguiu em frente, mas viu pelo retrovisor Roy Harper ser surrado pelos guardas. O guri acordou no dia seguinte em uma cela com uns caras muito grandes e mal-encarados, com a pior dor de cabeça que já tivera na vida e precisando urgentemente entrar em contato com os Titãs.
“Nada disso aconteceria se eu usasse uma roupa mais ameaçadora... Um traje... vermelho! Sim! Eu me lembro de um traje vermelho que trouxe horror à minha vida! Hei de me vestir de vermelho...”
- Ei, Lindsay! Tá falando sozinha de novo?
- Hã... Falou comigo?
- Com quem mais? Vem cá, Lindsay... Obina tá com saudade.
- Holy crap...
Depois disso, ele teve que ser transferido para Guantánamo. Autoridades internacionais negaram qualquer ligação com ele e os Estados Unidos declararam que ele seria tratado como inimigo do Estado. Não seria a última vez que ouviriam falar em Ricardito, mas essa é outra história...
- Max? Sou eu. Tou voltando pra casa, meu velho!
- Wade! Tu não sabe das novidades... A cega Al pegou o emprego do Arnold!
- Que!? Mas como?
- Uma lei bizarra qualquer aí. Agora ela é a governadora da Califórnia. E os eleitores ENTENDEM o que ela fala, dá pra fazer idéia do progresso?
- Cacete! E o Arnold?
- Tá se sentindo de férias, claro.
- Ele devia ir pra ilha dele. Lugar bacana.
- Sei... Mas e você, quando chega?
- Bão, tou num carro velho aqui... Mas acho que chego antes das seis.
- Bacana. A propósito...
- Mas peraí, eu ainda tinha que arrumar um emprego...
- ... a sua filha...
- Eu estava trabalhando pro Clarim, fui pro Rio fazer uma reportagem e ferrei com tudo! Que merda! Tenho que voltar pra Nova York! Max, nos falamos outra hora.
- ... está com saudades. Wade? WADE!
- Tio Max? Você estava falando com o meu pai? – interrompeu Ginger.
- Hã... Sim, querida.
- E onde ele está.
- É segredo. Emergência da Liga, sabe como é...
No próximo número: Deadpool vai tentar a carreira artística! Um estranho laço de família começa a se revelar... E um convidado SUPER-especial!