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 Surpreendentes X-Men 02 - Devoção: ALÉM DA FÉ
Surpreendentes X-MenOs X-Men partem em busca dos responsáveis pelos atentados extremistas contra mutantes. Mas ao invés de respostas, encontram mais dúvidas e uma surpresa de “gelar” a espinha.

Agosto / 2009


X-MEN

Episódio 02
ALÉM DA FÉ
Devoção - Parte II

Por Fabiano Santos



- Eu vou com vocês! – o grito de Cristal ecoou por todo o deck da Mansão X.

- Sem chance, guria. – respondeu Wolverine.

Ciclope, Wolverine, Fênix, Tempestade e Fera estavam de partida para Boston. Houve um segundo ataque anti-mutante em menos de 24 horas e todos ali presentes estavam dispostos a evitar que o terceiro ocorresse. Inclusive Cristal.

Assim que ela percebeu a movimentação, vestiu-se com um antigo uniforme e foi ao encontro dos X-Men no hangar. Esperava que compreendessem que ela, mais do que ninguém, deveria participar da ação. Ela foi o primeiro alvo dos terroristas, a primeira vítima escolhida a dedo, por simbolizar uma espécie de união entre humanos e mutantes. Eles não podiam lhe negar esse direito.

No entanto, a situação era contrária.

- Não acho que seja apropriado, Alison... – disse Fera.

- Eu já fui uma X-Men, Hank. Ororo, Jean, não me deixem de fora. Não agora.

- Lamento.
– disse Jean, terminando de calçar as luvas douradas de seu uniforme. – Mas concordo com todos.

- Você acabou de sair de uma cena parecida com a que iremos presenciar.
– disse Ororo. – Não está forte o suficiente.

- Todos nós somos X-Men.
– Cristal irritou-se. – Todos nós vimos desastres, presenciamos mortes de amigos. De desconhecidos. Sempre superamos e fizemos nosso trabalho. Por que devo ser tratada de forma diferente?

O que ela disse era verdade. Todos ali compreendiam como ela se sentia. Aquele sufocante desejo de fazer justiça. De apanhar os culpados e fazê-los pagar por seus crimes, por seu ódio e intolerância. Os argumentos de Alison eram convincentes, não havia razão para deixá-la esperando na Mansão X. Muito menos sozinha.

- Porque tu é a Britney Spears com duas pilhas alcalinas. – disse Wolverine. – ‘Cê fica!

- Mas sabemos que você realmente sabe cantar.
– acrescentou Fera.

- Em campo você será um alvo fácil. Você é a estrela. – Fênix tentou amenizar o comentário de Logan. – Só por precaução, fique.

- Não. Deixem-na vir.


Era Ciclope. O líder de campo, e atualmente de todos os X-Men. O voto dele valia mais do que todos os outros unidos. Cristal abriu um sorriso e agradeceu, correndo para o interior do jato, antes que mudassem de idéia. Todos olharam para o seu líder contrariados, mas não ousariam questionar sua decisão. Com exceção de Jean.

- Querido, tem certeza?

Scott confirmou balançando a cabeça.

- E o que fez você mudar de idéia?

- No lugar de Alison, Jean, o que você faria?
– Ciclope pareceu irritado. – Ficaria aqui assistindo TV ou partiria em busca de justiça? Obedeceria a seus amigos, que se ferrariam enquanto você descansa, ou faria de tudo para acompanhá-los?

Jean emudeceu, mas logo respondeu:

- Se eu fosse um alvo facilmente identificável, que pudesse comprometer a missão e meus amigos se mostrassem tão preocupados como estamos agora, eu permaneceria aqui.

- É claro que não e você sabe disso.
– Scott virou-se e caminhou até a rampa do jato. – Ela é uma das nossas. E hipocrisia não combina com esses uniformes.

Enquanto assistia seu marido subir a bordo da nave, Jean parou para analisar seu comportamento atual: distante, frio e desleixado. Via que ali, na Mansão X, o Scott Summers por quem se apaixonara aos poucos desaparecia.

Sentiu, então, um desejo que há muito não sentira: o de matá-lo e fugir da Mansão, sem destino certo.


Era um ambiente estranho.

As paredes eram de madeira pintada de tinta negra. Havia fios, cabos, equipamentos desligados e pessoas circulando por todos os lados. Todas de negro. Encaravam-no curiosos, mas nenhum se atrevia a se aproximar. Ele era convidado especial do líder de todos.

Jones sentia-se deslocado por estar ali. Mas era um chamado urgente, de alguém que ele admirava e respeitava, quase tanto quanto o próprio Deus. Diante disso, era impossível recusar.

- Jones! Meu adorado irmão. – um homem de terno escuro, cabelos grisalhos bem penteados e sorriso artificial correu para cumprimentá-lo. – Muito obrigado por atender meu chamado tão rapidamente.

- Senhor.
– Jones apertou a mão do homem. – Apesar de considerar a chance que me deu um privilégio, eu não acho que estamos mantendo a discrição nesse lugar que...

- Não se preocupe. Essas pessoas estão mais preocupadas em receber seus salários e cair fora daqui, do que o que um velho e seu amigo têm para conversar.

- Sobre o que quer falar? Digo, aquilo...

- Você está agindo muito bem, meu caro. O ataque à cantora pode ter fracassado, mas garanto que a mensagem foi passada. E desde que cheguei, tenho ouvido burburinhos sobre um novo ataque terrorista.
– O homem cochichou. – Foi um dos seus?

- Sim.
– respondeu tímido. – Quer dizer, espero que sim.

- Onde você tem conseguido as bombas?
– perguntou curioso. – Quero dizer, elas são mais potentes que as que podemos fabricar em porões e laboratórios primários.

- Arrumei alguns contatos. São coisa pesada, de militares.
– deu os ombros.

- Muito bem. – ele olhou para o relógio quando ouviu um estranho bipe soar por topo o ambiente. Uma das pessoas de negro fez um sinal, respondido com um aceno de cabeça. – Foi um prazer revê-lo, mas agora preciso ir.

- Senhor...?
– Jones perguntou, hesitante.

- Sim?

- Acha que o que fazemos... é... realmente certo?

- Hector Jones.
– o homem posou a mão em um dos ombros caídos do rapaz e deu um sorriso confortante. – Desde que o conheci, acompanho sua luta e em nenhum momento o vi fraquejar. Não tenha dúvida de que o que fazemos, o que você faz, é o certo. Nossa única defesa.

- Mas senhor...

- Jones, aguarde uma hora e discutiremos todas as suas dúvidas. Você verá que estamos certos.
– ele deu as costas e caminhou em direção a um foco iluminado. E antes de desaparecer na luz, gritou. – E não sou eu quem diz isso, é Deus!

Do outro lado, vozes e aplausos calorosos saudavam o homem, que retribuiu com um aceno de mão. Estava em um estúdio de tevê, com uma grande platéia.

Dirigiu-se a um púlpito bem polido. As câmeras posicionavam-se em seus melhores ângulos. No palco, havia uma banda, além de abundância em tons claros, o oposto do cômodo anterior. A voz de um locutor anunciou:

- E agora, mais um programa “Além da Fé” com o reverendo William Stryker.


Era uma escola primária. Um local para educar e adaptar crianças para o mundo sombrio e cruel que as aguardava do lado de fora. Elas não tiveram chance quando a explosão e os destroços engoliram cada uma delas.

Ninguém sabia explicar o que exatamente aconteceu. A construção de dois andares simplesmente explodiu, matando e ferindo centenas de pessoas. Os peritos, no entanto, tinham certeza de uma coisa: não foi uma explosão acidental. Vazamento de gás foi descartado assim que puseram os olhos no estrago.

- Certo, liguem seus indutores de imagens. – disse Ciclope, assim que pousou silenciosamente o jato-x no topo de um prédio abandonado, mantendo-o oculto pelo modo de camuflagem.

Enquanto desciam do veículo, os uniformes deram lugar a roupas comuns, para facilitar a mistura com civis. Hank assumia temporariamente sua aparência não bestial. Cristal não havia conseguido um a tempo, então vestiu apenas um sobretudo e amarrou os cabelos. Seu olhar cabisbaixo e o rosto abatido funcionavam melhor que qualquer indutor de imagens ou ilusão. Estava irreconhecível.

- Com licença? – Scott aproximou-se de um tira encostado a uma viatura. – Meu nome é Agente Summers, estou aqui para investigar o caso.

- De que agência?
– perguntou desconfiado.

- CIA. – respondeu firme.

- Vocês de novo? – resmungou.

- De novo? – Fênix perguntou, preocupada.

- É. Uma de vocês esteve aqui. Ela era linda, mas muito esquisita.

- Esquisita?
– perguntou Ciclope. – Poderia ser mais específico?

- Ela só fez uma pergunta, me encarou por cinco segundos e depois foi embora. Sequer me esperou responder.

- Há quantos minutos isso aconteceu? Ela foi embora?
– Tempestade perguntou curiosa.

- Não. Olhem. – ele apontou para trás dos X-Men. – Ali está ela. Vindo para cá.

Os X-Men observaram uma figura feminina se aproximar, incrédulos. Ela tinha cabelos loiros esvoaçantes e bem cuidados e seu rosto trazia um nariz perfeito modelado a plásticas. Seu olhar confiante, para eles, pareceu ser puro deboche de quem ironiza aquela situação. Suas roupas eram brancas, decotadas e delineavam bem suas curvas.

- Ora, parece que esse é o evento mutante do ano, não é mesmo? – ela segurava um copo de café e o ofereceu. – Starbucks? [1]

- Só pode ser brincadeira.
– lamentou Tempestade.

- Diga-me você, Emma Frost. – respondeu Ciclope.


SURPREENDENTES X-MEN

Os Filhos do Átomo, temidos e odiados pelo mundo que juraram proteger:


Scott Summers
CICLOPE

Rajadas Óticas Concussivas


Jean Grey-Summers
FÊNIX

Telepatia e Telecinese


Hank McCoy
FERA

Aparência Bestial




Ororo Munroe
TEMPESTADE

Manipulação climática


James Howlett Logan
WOLVERINE

Fator de cura; Sentidos aguçados; Garras retráteis



Alison Blaire
CRISTAL

Conversão de som em luz



Apresentando:
Emma Frost
RAINHA BRANCA

Telepatia



- Resista, Warren!

O X-Man conhecido como Arcanjo repetia essa frase para si mesmo desde o instante em que se trancou no banheiro. Apoiava-se diante da pia com os olhos fechados. Seu estômago entrara em agonia e a dor irradiava para todo o seu corpo. O coração arrítmico acelerava como um motor, e depois desacelerava a ponto de quase parar. Sua boca abriu-se e expeliu o vômito viscoso misturado com sangue escuro, pela terceira vez.

Warren encarou o líquido e logo após seu reflexo no espelho. Cerrou os punhos, batendo-o contra o mármore do balcão. Furioso por se ver subjugado a um inimigo que não podia vencer: seu próprio corpo, que se degradava.

- Warren, você está aí? – ele reconheceu a voz como a de Bobby Drake, o Homem de Gelo. – Você não me fez comprar essa bermuda florida para ficar dentro dessa cobertura. Apesar de essa cobertura ser “A” cobertura...

Quando convidou Bobby para passar as férias no Hawaii, Warren o fez para abrir o jogo sobre tudo: seu comportamento isolado, seus desaparecimentos misteriosos e seu estado de saúde. Ainda estava em negação, mas sabia que se encarasse o fato o quanto antes, seria mais fácil de suportar. Ou assim pensava.

- Warren, você não acha que já passou da idade de se trancar no banheiro e fazer cer...

- Já estou saindo!


Ele lavou o rosto e a mão que sangrava. Girou a maçaneta e deu de cara com Bobby e sua cara de quem parece nunca envelhecer.

- Cara, o que houve com a sua mão?

- Bobby, eu estou morrendo.

- Também não é para tanto, é só um machucado.
– debochou Bobby.

- Robert, eu estou morrendo. – repetiu, vendo o sorriso do seu amigo dar lugar ao espanto.


A explosão passou para segundo plano. A presença de Emma Frost era mais curiosa e inquietante. Todos ali sabiam que ela comandava uma escola similar ao Instituto Xavier e que supostamente ela havia se regenerado. Mas eles viam uma antiga rival. Uma inimiga formidável. Uma das mentes mais perigosas do planeta. Era impossível não cerrar os pulsos diante disso.

Mas ela, no entanto, parecia não se importar.

- O que está fazendo aqui? – interrogou Wolverine.

- Apreciando a paisagem. – Emma apontou com a cabeça para os destroços do prédio. – O que você acha?

- Por favor, Emma, responda seriamente.
– disse Ciclope. – Estou tão curioso quanto eles.

- Eu não estou nem um pouco curiosa, Scott.
– Tempestade deu as costas.

- Estamos em Boston, eu nasci aqui. Estive visitando meus pais durante essa semana e fui presenteada com esta versão amadora de Efeito Colateral. [2]

- O filme?
– perguntou Fera.

- Exatamente. Só que com uma cantora disco no lugar do Schwarzenegger. – Emma deu um gole em seu café e virou-se para Alison, que recuou assustada. – Olá Cristal, você realmente é muito mais bonita na TV. Precisa urgentemente de um desses.

- Não acredito que veio apenas “olhar a paisagem”, Emma.
– Jean pôs-se entre Alison. – Sua mente esconde algo.

- Ora, se não é a garota de ouro dos X-Men provando seu valor.
– Emma zombou. – Sim, vim investigar e devo dizer que vocês deram viagem perdida. Não há nada aqui.

- Por que saiu da Mansão Xavier?
– Scott parecia irritado. – Não pensou que precisaríamos de você?

- E para quê? Ocupar um lugar em um time que me rejeita? Muito obrigada, mas Milão soou bem mais atrativa.

- Sua permanência era importante.
– o tom de Scott era de decepção.

- Não. Foi apenas uma gentileza de sua parte. Aposto que você pensou “Os malvados destruíram a escola da Emma. Pobrezinha! Vamos colocá-la para ensinar algumas crianças, e torcer para que ela não perca seus alunos. De novo.”

Todos os X-Men emudeceram. Mesmo não expressado com essas palavras, eles sabiam que o princípio do pedido de permanência de Frost com os X-Men era esse.

- O que você descobriu até agora, Emma? Poderia compartilhar conosco? – perguntou Fera gentilmente, cortando o clima tenso.

- Não há nada. – Emma encarou os destroços. – Essas pessoas à nossa volta estão tão assustadas e confusas quanto nós. A única coisa exata, é que esta escola possuía uma política de igualdade. Mutantes poderiam matricular-se tranquilamente, sem o risco de sofrerem bullying ou discriminação. A diretora era mutante, dez alunos também.

- E quantas pessoas morreram?
– perguntou Cristal.

- A estimativa é de cem pessoas.

- E você não descobriu nada.
– resmungou Wolverine.

- Não. Varri a mente dessas pessoas a ponto de encontrar suas perversões horríveis, mas nenhuma ligação com isto.

- Precisamos investigar.
– Tempestade deu passos. – E estamos perdendo tempo com essa conversa.

- Fiquem à vontade, já estou de saída.
– um homem apressado esbarrou em Emma, fazendo-a derramar algumas gotas de café em seu casaco de grife branco. – Ei, seu rude! – Ele não pediu desculpas, tampouco olhou para trás. Emma viu-se no direito de invadir sua mente e lhe dar uma lição traumática para o resto da vida.

Só não imaginava o que encontraria na cabeça dele.

- Logan, querido, eu sugiro que desperte seu lado selvagem e crave suas garras naquele homem imediatamente. – Emma indicou o alvo com o dedo.

- Vai sonhando que vou vingar sua porcaria de casaco.

- Não, tolo, ele é a pessoa que vocês procuram. Um dos envolvidos.

- Ela está certa.
– Jean leu os pensamentos do homem. – Mas há algo errado, não consigo paralisá-lo.

Wolverine não esperou que Fênix terminasse a frase e saltou em meio à multidão de curiosos, partindo para cima do homem que esbarrou em Emma Frost. Ele caiu assustado, debatendo-se e Logan imobilizou seu braço, enquanto os outros X-Men se reaproximavam.

- Largue-me agora! Eu sou um...

- Você não é nada, xará!
– Wolverine ejetou suas garras ósseas, aproximando-as da têmpora do homem. – Agora tu tens umas contas para acertar com a gente!


Os X-Men interrogaram facilmente o homem que derrubaram. Descobriram que ele usava um inibidor neural falho, e por isso os poderes mentais de Jean e Emma não funcionaram contra ele. Ele não sabia quase nada, muito menos quem eram seus chefes ou a base oficial de ações. O homem só sabia o lugar onde conseguiu o “amuleto” anti-mutante. E foram surpreendidos pelo fato do homem ser um...

- ...padre. – Tempestade repetiu para si mesma. – Aquele homem é um padre.

- Um padre.
– concordou Cristal, sentada ao seu lado no Jato-X.

- Que parte vocês não entenderam?

A voz afiada de Emma Frost veio do assento atrás do delas. Tempestade bufou, não resistindo perguntar:

- Por que levaremos Emma Frost na missão, se ela não é uma X-Men?

- Não se chega a uma festa e expulsa o anfitrião, Tempestade. Isso é rude demais até para a realeza queniana.
– ela estalou a língua nos dentes. – E lembre-se que, se não fosse por mim, vocês ainda estariam procurando pistas embaixo de escombros e pedaços de carne infantil.

-É, que seja.
– Wolverine espreguiçou-se em seu assento. – Falta muito para chegarmos, Caolho?

- Chegamos.
– os motores do Pássaro Negro preparam-se para pousar num campo plano entre os montes. As luzes dos controles foram apagadas uma a uma, a nave entrou em modo de camuflagem.

Estavam prontos para entrar em ação.

- Certo, hora do show. – Scott virou o rosto em direção a Emma. – E Rainha Branca, comporte-se.

- Eu posso tentar.
– levantou-se do assento.

- Jean? – Wolverine cutucou seu ombro. – Tá tudo bem?

Enquanto todos já estavam de pé, Jean permaneceu de olhos fechados, estática. Em sua cabeça, várias vozes de timbres variados repetiam frases desconexas ao mesmo tempo, que parecia uma eternidade.

“A centelha que incendiará o Universo...”

- Jean, acorde. – Ororo a sacudiu pelos ombros. Os objetos no interior da nave começaram a tremer, seus olhos. – Emma, o que está acontecendo?

- Agora você fica feliz por eu ter vindo, huh?
– Emma estalou os lábios com desdém e fechou os olhos, utilizando seus poderes para acessar a mente de Jean e descobrir o que acontecia.

Tudo o que viu foi escuridão. E fogo.

“És fogo e vida encarnada, agora e sempre...”

- Ahhh. – Emma abriu os olhos, ofegante. – Meu Deus... A mente dela é tão quente, e ao mesmo tempo fria...

- Emma, fale o que está havendo!
– Wolverine gritou. Ciclope repetiu a ordem.

- Ela, ela...

- Pare de gaguejar, mulher, e diga o que está havendo.
– disse Fera.

- É ela. A...

- Não!
– os olhos de Jean abriram, irradiando uma assinatura energética peculiar.

Boooom!

E tudo o que se ouviu foi a explosão do Jato X.


CONTINUA...


A seguir: Os X-Men partem em busca de justiça pelos ataques. Mas como combater alguém que possui meios de prever cada um de seus passos? E, no topo do poder, pessoas discutem o que pode ser o fim dos Filhos do Átomo. .


[1] A maior franquia de cafeterias do mundo.

[2] Filme de 2002, com Arnold Schwarzenegger, onde o protagonista perde a família em um atentado e parte em busca dos culpados.

Posted on Saturday, August 29 @ 00:00:00 BRT by Henrique_JB
 
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