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 Homem-Aranha 60 - O Poder da Palavra - Primeira Parte
Homem-Aranha

Começam as investigações! Criminosos fortemente armados começam a espalhar o terror pela cidade e a única pista do Homem-Aranha é um nome... Keyser Söze! Porém, a busca pela verdade vai levar o Amigão da Vizinhança a descobrir que um de seus colegas de trabalho é mais do que aparenta...




Todos que trabalham em grandes centros urbanos sabem a dificuldade que é chegar a tempo no trabalho. Peter Parker teve muito tempo para pensar a respeito, enquanto se espremia dentro do metrô com milhões de outros nova-iorquinos naquela manhã. Teve a impressão que, se não fosse sua força proporcional à de uma aranha, já teria sido esmagado.

Seu Sentido de Aranha disparou rapidamente duas vezes. Sequer chegou a descobrir se era por estar no mesmo vagão que o Coringa ou se algum trombadinha estava tentando roubar sua carteira. De qualquer forma, dentro de um vagão tão lotado, tinha muito pouca coisa que poderia fazer.

Considerando o conteúdo de sua carteira, tinha muito pouca coisa que poderia ser roubada.

Mas uma, em particular, o deixaria chateado. Tinha saído com Mari Potter na noite anterior, e tiraram uma foto juntos na Times Square. Ele a imprimiu e guardou assim que chegou em casa. Não ia querer que um meliante qualquer colocasse as mãos nela.

É só uma foto, pensou consigo. Tomara que ninguém roube. Porque, se tentarem, não vou conseguir nem virar pra ver quem foi!.

A viagem continuou não muito agradável por alguns minutos, em que ele pensava no quanto as coisas estavam legais entre ele e Mari. Já tinha estragado alguns relacionamentos antes, já viu muita coisa boa em sua vida ser destruída. Dessa vez, não estava disposto a deixar que nada o separasse de amava.

Amava..., repetiu baixinho, saboreando as palavras. Estava bem. Estava feliz.

Considerando a vida que levava, tudo isso era muito estranho!

Bobagem, pensou consigo. Tanto tempo enfrentando vilões, acabei esquecendo como é ser feliz. Minha vida parece que está mergulhada no caos a maior parte do tempo. Gente perigosa, gente ruim, eu comprando briga com vilões... As coisas que fiz, os lugares em que estive... Tenho a sensação de que já vivi tanto... Tanta coisa ruim que já vi, tanto sofrimento... Mas sempre tive os exemplos de pessoas que continuaram lutando quando ninguém mais conseguiria, quando parecia impossível ter forças. O Superman, provavelmente o cara mais íntegro do mundo. Bruce, que acabou se tornando meu amigo e me ensinando muito sobre porque fazemos isso. Gwen, com sua pureza de coração. Tia May e o tio Ben, que se esforçaram para cuidar de mim quando meus pais morreram... Meus tios não têm poderes, mas são os maiores heróis que já conheci. Se consegui fazer algo de bom nessa vida, foi graças a eles. Se nunca desisti, foi graças a eles. E eles conseguiram tudo isso sem super-poderes, sem uniforme. Ninguém precisa abrir mão de seus princípios e valores, ninguém precisa fazer um pacto com o demônio pra ser feliz. Eu lutei a minha vida inteira pra ser feliz. Nem sempre eu acertei, mas eles me ensinaram a ter fé. Me ensinaram que vale a pena lutar. Por eles.

Quando finalmente chegou na estação próxima ao laboratório da polícia, Peter desceu num vagalhão humano, com várias outras pessoas se acotovelando apressadamente. Foi quando ouviu um “ei, Peter!”

Era Marianne Potter.

- Mari!? O que você está fazendo aqui?
- Resolvi deixar o carro na garagem hoje. E olha quem eu encontro! Estávamos no mesmo vagão! Não vai me dar um beijo?

Ou aquela cidade era pequena demais, ou os vagões do metrô são grandes demais. Para Peter, não havia maneira melhor de começar o dia. Amava seu trabalho e, a cada dia que passava, sentia que seu amor por Mari aumentava.

Já tinha ido ao espaço, conhecia outros planetas, outros países, povos, civilizações, culturas, mas não trocaria aquilo por nada.

Amava Nova York, amava o metrô lotado, sua tia, a vida que levava e a vida que escolhera para si.

Amava ser o maldito Homem-Aranha.

- Do que você está rindo, Pete?
- Nada, nada... Pensei numa coisa agora, mas soou tão ridículo...


A Quadrim apresenta:
O Espetacular Homem-Aranha!
Por Raul Kuk


O Poder da Palavra
Primeira Parte: O Retorno

Homem-Aranha criado por Stan Lee e Steve Ditko


O trabalho de um perito não é tão glamouroso quanto pode parecer num primeiro momento. Boa parte do trabalho se resume pesquisas, cursos de treinamento, reciclagem e capacitação, palestras e relatórios e mais relatórios.

Tudo que é feito dentro de um laboratório precisa ser justificado. Todo material que é usado, todo tempo gasto, cada coisa deve ser contabilizada para a prestação de contas da prefeitura. O contribuinte tem o direito de saber não apenas que pode contar com sua polícia, mas que os serviços públicos não estão sendo usados em benefício de particulares.

Isso podia ser um grande problema para alguém com uma identidade secreta. Como Homem-Aranha, Peter arrancou uma informação de um meliante. Um bando de ladrõezinhos comum com tecnologia avançada demais para a rua, avançada demais até mesmo para o exército.

Precisa investigar, precisava ir fundo nisso para descobrir quem era o homem misterioso – o tal Keyser Söze a quem os marginais se referiram. Mas como fazer isso sem chamar atenção? Como levar esse assunto até o chefe do laboratório sem entregar sua identidade dupla?

Os criminosos que prendera foram encontrados pela polícia, interrogados e liberados em seguida. Para todos os efeitos, era um grupo num beco, presos numa teia de aranha gigante e com armas perto. Isso está longe de ser suficiente para um flagrante. Tudo que disseram na delegacia foi “desmaiei e acordei assim”.

A polícia ficou com as armas e a reputação do Homem-Aranha era suficiente pra saber que era melhor ficar de olho naqueles marginais. Felizmente, para Peter, as armas foram enviadas para a perícia, onde ele fez questão de examiná-las.

- Por que, Parker? – perguntou o Dr Eisner, o chefe do laboratório.
- Bom... Lembro de ter visto coisas assim quando tirava fotos de vigilantes. Coisas que a Hidra ou a IMA faziam. Fiquei curioso.
- Entendo. Tudo bem, então, mas vou querer mais gente trabalhando nisso com você.
- Que tal a...
- Moran, tem um minuto? Ajude Peter com isso, sim?
- ... Potter?

Não era o que Peter tinha em mente, mas pelo menos não ia levantar suspeitas. Tinha liberdade para usar o computador e verificar arquivos da polícia, mas quanto mais atenção atraísse para a rotina do trabalho, melhor.

Micky Moran era um quarentão quieto, mas muito competente. Estava sempre reclamando do estômago e parecia ser um sujeito muito distraído. Mas se mostrou um excelente colega de trabalho.

- Vamos ver... Digitais, resíduos... Alguma sugestão, Parker?
- Verificar nos arquivos se algo assim já apareceu antes?
- Boa idéia... Mas isso vai dar trabalho.
- Eu tenho uma idéia de por onde começar.
- Ok, vai fundo. Eu cuido do resto. Se precisar, estou no laboratório quatro.

Melhor que isso, impossível.

Peter se lançou aos arquivos e começou a procurar armas catalogadas como “não identificadas”. Era o “Arquivos X” das armas no departamento de polícia. Alienígenas, futuristas ou simplesmente esquisitas, todo tipo de arma e projétil cujo fabricante não podia ser identificado.

Nada.

Começou então a pesquisar armamento militar.

Nada.

Organizações terroristas. Armamento fabricado em casa. Contrabandistas.

Nada.

Quem tivesse criado e repassado aquelas pistolas, devia ser não apenas muito bom no que fazia, mas também invisível. Keyser Sözer era uma incógnita, o nome dele não apareceu em nenhum tipo de arquivo ou relatório que Peter pesquisou. Procurou os dados da Interpol e da Polícia Federal, mas ele não era mencionado.

Um grande beco sem saída.

Durante o almoço, conversou pouco com Mari. Ela percebeu que ele parecia distante, preocupado.

- O que foi, Peter?
- Hã? Ah, nada. É só uma pesquisa que estou fazendo. E não vai pra frente.
- Aquelas armas que você e o Moran estão investigando?
- É, sim. Achei que ia encontrar algum registro delas, mas...
- Bom, o Moran é competente. O que ele descobriu?
- Ainda não falei com ele.
- Então não se preocupe. Logo ele aparece com alguma novidade.
- É legal trabalhar com ele, eu acho. Quase não conversamos. Mas ele ouviu o que eu tinha a dizer e me incentivou.
- Sim, ele é muito organizado. Tem medo de esquecer as coisas. Ele faz anotações detalhadas de tudo, tem um arquivo particular muito detalhado e não deixa passar nada.
- Putz, queria ser assim...
- Se esquecer meu aniversário, tudo acabado entre nós.
- Vou pedir pro Moran me lembrar...

Logo que voltaram do almoço, contudo, uma notícia alterou radicalmente o rumo daquela investigação.

E das vidas de todos os envolvidos.

- Senhores, recebemos um chamado. Alguém roubou o laboratório da Lakesmere, uma indústria de tecnologia que trabalha para os militares. O acesso é restrito e parece que a especialidade deles é... equipamento bélico.
- Armas?
- Exato, Moran. Quem quer que tenha invadido o laboratório, desapareceu. Como você e o Parker estão trabalhando em algo parecido, quero que vão pra lá.

A princípio, Peter não gostou muito da idéia. Mas talvez realmente pudesse encontrar alguma relação entre esse roubo de armas e sua investigação. Ou, pelo menos, ter alguma idéia nova.

Moran demorou um pouco para sair. Queria ter certeza que não tinha esquecido nada.

- Tudo certo, agora?
- Sim, Parker. Desculpe. Eu só não queria ter de voltar aqui depois por ter esquecido alguma coisa. A gente pode perder alguma pista importante se não se organiza.
- Você é bem organizado, pelo que sei...
- Na verdade, é medo de esquecer as coisas. Tenho um... trauma. Odeio esquecer, a gente nunca sabe quando vai precisar de alguma coisa importante, mas saber que vai precisar e ter deixado pra trás por desleixo... Eu queria lembrar...
- ...
- ...
- Lembrar o que, Moran?
- Oh, nada. Pensando alto. Chegamos.

A segurança do laboratório Lakesmere era muito rígida. Vários homens de terno preto e óculos escuros andavam pelo lugar, conversando por rádio. A menos que todos os cientistas tivessem deixado o local, terno preto era o uniforme de todos os funcionários, pois foi só o que os dois viram.

- Senhores? – perguntou um sujeito enorme.
- Somos da perícia – disse Moran, mostrando as credenciais. – Eu sou Moran, Michael Moran. Este é Peter Parker.
- Lamento, mas vocês não vão poder entrar agora.
- Como assim? Somos da polícia!
- Eu entendo, senhor. Não é esse o problema. É que nossos sistemas captaram um intruso dentro de nossas instalações. Suspeitamos que o criminoso ainda esteja aqui. Os cientistas estão presos dentro do laboratório, pelo menos até conseguirmos rastrear o intruso e prendê-lo.
- Mas... Vocês nem chamaram a polícia?
- Chamamos, um pouco antes dos senhores chegarem. Acredito que estejam a caminho.
- Claro. Bom, onde podemos esperar?
- Venham comigo.

O segurança os guiou por um extenso corredor que os levava... para fora do complexo.

- Tentem não atrapalhar.

Deu as costas aos dois e retornou para o trabalho.

- Esse cara tá de brincadeira, né!?
- Infelizmente, ele tem razão, Parker. A polícia já foi chamada e nós não vamos entrar de arma em punho, dando voz de prisão. Precisamos esperar isso acabar.
- Você não parece muito convicto disso...
- Bom, eu recolhi digitais e resíduos daquelas armas. Eu podia descobrir mais alguma coisa aqui, mas agora estou com receio de perdermos alguma coisa se houver confusão.
- A gente bem que podia entrar...

Os dois ficaram olhando para o prédio, sem dizer nada. Por alguns instantes. Moran levava seu trabalho e responsabilidades a sério, e Peter não podia descuidar de sua identidade secreta.

Antes que a polícia chegasse, contudo, uma grande confusão começou dentro do laboratório.

Ouviram tiros, seguranças armados correram para dentro de uma sala e começaram a ser atingidos por projéteis semelhantes aos que o Homem-Aranha encontrara antes. Podiam ver tudo pelas portas de vidro do laboratório.

- Moran, é a mesma arma!
- Nós não podemos...
- Ah, droga! E se o cara fugir?
- Não vai fugir, ele...

Novamente, o som de tiros. Nenhuma arma que os dois conheciam fazia um barulho daqueles. Os projéteis eram mais parecidos com pequenos foguetes do que com balas. Os seguranças usavam coletes protetores por baixo do terno, mas isso não era suficiente. Corpos se despedaçavam e sangue espirrava até o teto.

- ...taqueopariu...
- O filho da puta vai fugir!
- Foi o que eu disse!
- Peter, a gente tem que entrar lá!
- Mas como...

Antes que tivesse tempo de terminar a frase, Peter saiu correndo atrás de Moran. Subitamente, seu colega de trabalho mudou de idéia e resolveu que não poderiam deixar um criminoso fugir com uma arma daquelas.

A questão é o que poderiam fazer.

Viram mais dois seguranças – de um total de oito, até o momento – serem atingidos. O criminoso estava encurralado em uma sala no térreo. Mais tarde, saberiam que ele ficou escondido lá a maior parte do dia, esperando que a situação ficasse tranqüila o suficiente para deixar o local. As horas passaram e, quando notou a movimentação, resolveu abrir o caminho à força.

Peter e Micky Moran se encostaram numa parede enquanto o misterioso atirador continuava tentando escapar. Os seguranças passaram direto por eles, sem tempo para se importar com o fato de eles estarem onde não deveriam, e se posicionaram dos dois lados da porta do laboratório de onde vinham os tiros. Eram bem treinados, mas isso não foi suficiente para impedir que ficassem abalados ao verem colegas com os corpos despedaçados. A situação era crítica, e estava piorando.

Moran se aproximou da porta.

- É a polícia! – gritou. – Largue a arma e entregue-se. Você está cercado!

Como resposta, o atirador disparou contra a parede em que Moran estava encostado. O impacto derrubou boa parte da parede em cima dele, em meio a poeira, pedaços de tijolos e aço retorcido. A arma era realmente devastadora. Os dois seguranças tentaram se posicionar num lugar mais seguro, mas não houve tempo: o primeiro foi atingido no braço (todo seu corpo desapareceu dos cotovelos para cima). Quando o segundo estava prestes a ser atingido nas costas, um fio de teia desarmou o criminoso.

Moran estava caído debaixo de escombros, mas teve tempo de ver Peter saltando para dentro da sala, direto onde o atirador estava! Não conseguia se mexer e não tinha ângulo para enxergar mais nada. Se pudesse levantar a cabeça, teria visto que Peter desarmou o agressor com o fino fio de teia que saía de seus antebraços mas, antes que pudesse chegar até ele, foi atingido pelo brutal impacto de um rifle de concussão.

Não o mataria, mas fez um belo estrago, arremessando-o de encontro a uma estante.

O criminoso caminhou lentamente na direção dele, sacando outra arma. Era uma espécie de besta, toda metalizada e com luzes.

- Ora, ora... – disse o ladrão. – Vou acabar podendo testar todos esses brinquedos.

Antes que pudesse se aproximar de Peter, contudo, ele entrou novamente no ângulo de visão de Moran. Ao perceber que ele ia executar Peter, tentou com todas as forças erguer o pedaço de viga que estava sobre seu peito.

Não se moveu um milímetro.

O atirador, contudo, o ouvir. E se aproximou dele.

- Ora, você ainda está vivo... Teve sorte. Essa arma faz muito estrago. Mas essa aqui comigo... Essa é uma maravilha – disse, enquanto apontava a besta para a cabeça de Moran.

Moran tentou virar o rosto e viu um metal espelhado, provavelmente parte do laboratório onde estavam. Uma placa no chão indicava “Fissão Atômica”, mas ele não entendeu. Pelo vidro no chão, tudo que conseguia ler era “acimôtA oãssiF”.

Lembrou-se de sua esposa, que deveria estar em casa naquele instante, assistindo TV ou vendo um livro, completamente alheia ao terror que ele vivenciava.

Lembrou-se de Peter e de seus outros colegas de trabalho, uma profissão aparentemente tranqüila, mas sentia dor demais para entender essa tranqüilidade.

Lembrou-se dos sonhos que tinha, sonhos em que era capaz de voar pelo espaço, até tocar o sol e se maravilhar com o fato de que ele não o queimava. Em seus sonhos, era mais forte que o sol. Lembrou-se de ser forte o bastante para mergulhar nas chamas e sair ileso, não precisando respirar no espaço. Lembrou-se da sensação incômoda de não se lembrar de seus sonhos pela manhã. Era como se tivesse perdido algo muito importante, como se algo que precisasse lembrar tivesse escapado por entre seus dedos.

Lembrou-se de que havia uma palavra.

O criminoso continuava dizendo bravatas.

Uma palavra simples, curta, que poderia mudar tudo.

Estava prestes a ser executado.

Sentiu o gosto de sangue na boca e, quando olhou novamente para o metal espelhado. Sabia que ia morrer. Tinha medo, queria poder fazer alguma coisa. Em seus sonhos, era capaz de qualquer coisa.

Era só dizer a palavra.

O metal no chão brilhava.

acimôtA

- Kimota.

Uma grande explosão arremessou o criminoso para o outro lado da sala. Peter recuperava lentamente os sentidos, a tempo de ouvi-lo gritando:

- Meus olhos! Meus olhos! O que aconteceu com meus olhos!? Eu estou cego! Socorro, eu preciso de ajuda!
- Deixe-me ajudá-lo.

Aquele era... Moran!?

- Oh, meu Deus... Oh, meu Deus... Eu não posso ver... Quem é você? Quem está aí!?
- Miracleman.

Tendo dito isto, Moran partiu a cabeça do agressor e saiu voando pelo teto, destruindo-o. Peter mal teve tempo de vê-lo, usando um traje azul. Moran parecia brilhar.

Aliás, não era Moran.

Era o Miracleman!


Fora de si, o super-herói Miracleman começa uma jornada de terror e destruição pela cidade! Cabe ao Homem-Aranha tentar deter o homem com a força de mil sóis! Mas ele está à altura da tarefa!?

Posted on Sunday, August 23 @ 11:53:55 BRT by Raul_Kuk
 
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