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 Hellblazer 20 - São as Pequenas Coisas - Segunda Parte
Hellblazer

Preso no Asilo Arkham para Criminosos Insanos, John Constantine é forçado a encarar uma chocante revelação! Teria realmente enlouquecido? Ou o chave para o mistério se esconde bem diante de seus olhos?





As horas se arrastam lentamente neste lugar.

Já teve a sensação de estar em um sonho, estar consciente de que é um sonho, mas, por piores que as coisas fiquem,não consegue acordar? Bem-vindo ao meu mundo. Bem-vindo ao meu pesadelo. Acordo todos os dias, mijado ou babando, espero alguém trazer uma gororoba pra minha cela – e tenho de comer pra não morrer de fome – até que chegue a hora de meu carcereiro vir me espancar. Não sei o nome dele, mas ele parece o Lothar. Acho que ele não se importa mais por eu chamá-lo assim. E, por falar nele...


- Levanta, branquelo. Hora da surra.
- Está atrasado.
- Eu vou compensar.

O troglodita me arranca do chão com apenas um braço, para me intimidar, para mostrar o quanto ele ainda tem guardado e que possa usar me espancando. Eu sorrio. Começo a achar que realmente mereço estar aqui. Não são as surras, a medicação ou os médicos que tornam esse lugar intolerável. Sou eu mesmo. Preciso arrumar mecanismos para me adaptar ao inferno, ou jamais vou descobrir como vim parar aqui.

- Lothar, meu velho... Você não se perde por aí, não? Como sabe que está espancando o cara certo? Me disseram que todos os internos se chamam John Constantine.
- Tanto faz. Todos vocês parecem o mesmo pra mim.
- Isso não te assusta?
- Já vi coisas mais estranhas.
- Me arruma um cigarro?
- Fuma isso.

Um soco. Bem dado. O suficiente pra acabar com o humor de qualquer um, o suficiente pra me nocautear. Não sei quanto tempo fiquei inconsciente – talvez não tenham passado mais do que alguns segundos – porque, quando acordo, Lothar está com as mãos no meu pescoço novamente. Ele saca uma seringa e injeta seu conteúdo próximo ao meu ouvido. Seja lá o que for, dói pra burro.

Já encarei coisa bem pior.


- Por hoje é só.
- Você está ficando velho.
- Pode ser. Mas você não vai ter essa chance.
- Aí é que você se engana. Descobri um jeito de sair daqui.
- Hah! Vai sonhando!
- É sério. Descobri um jeito. E adivinha só: quando eu conseguir, vou acabar com a tua raça.

Lothar voltou para me acertar um chute bem dado no estômago. A dor foi tanta que não emiti nenhum som. Apenas marquei mais um item na conta. E ainda vou fazer esse desgraçado me pagar, até o último centavo!

- Acha mesmo que pode sair daqui, Johnny-boy? Acha que pode me ameaçar? Pensa bem. Você só acorda pra apanhar. O resto do tempo, você não consegue nem limpar a bunda sozinho. E eu vou voltar aqui, todo santo dia, de oito em oito horas, pra quebrar cada ossinho do teu corpo. Até você perder a panca de machão. Até você chorar feito menininha. Até você...
- Já passava da meia-noite.

Lothar largou Constantine, sobressaltado. Tentou disfarçar sua reação forçando um sorriso amarelo, mas foi inútil. Na verdade, Constantine não fazia idéia do que aquelas palavras queriam dizer. Mas tinha certeza de que Lothar as compreendia.

Deitou-se de barriga pra cima em sua cela acolchoada, tentando controlar melhor a respiração e se livrar da dor. Todas as surras, a medicação, os médicos...

Havia uma pista aí. Algum indício do que lhe acontecera.

Claro, a situação era desastrosa e ia de mal a pior naquele lugar. Mas não importava o que acontecesse, não importava o quanto lhe ameaçassem, Constantine ainda tinha certeza de três coisas:

Primeiro, tinha se metido nessa por conta própria;

segundo, ia sair por conta própria;

terceiro, alguém ia sofrer muito por tudo aquilo.


A Quadrim apresenta:
John Constantine - Hellblazer
Por Raul Kuk


São as Pequenas Coisas – Segunda Parte

John Constantine criado por Alan Moore, com Steve Bissete e John Totleben
Editora: Bárbara_Nikita


...E nossos ossos queimam em Londres

Essa era a letra de uma das músicas da banda punk que John Constantine formara nos anos 70, a Membrana Mucosa. Tinha se lembrado da letra completa de “Nossos Ossos”, uma música que escrevera depois de se envolver numa briga de bar e ter apanhado bastante – mas ter quebrado o braço de um cara com uma mesa.

Obviamente, Constantine não se lembrava destes fatos. Apenas da letra da música.

Era uma boa música.

Mas ainda não era o suficiente para dizer quem era, ou como viera parar no Arkham. As respostas estavam próximas, podia sentir. Começou a identificar as peças do quebra-cabeças, agora precisava encaixá-las. Precisava enxergar ordem no caos. Para alguém acostumado a transformar tudo em caos, aquela era uma situação bastante desconfortável. Talvez devesse pedir ajuda a um psiquiatra.

Aliás, conhecera uma psiquiatra linda no Arkham.

Ela entrou alguns segundos depois de seu perfume, e John sabia que ela estava excitada. Isso tornaria a vida dele um inferno, se ele deixasse.

Mas estava começando a dar as cartas.

- Constantine.
- Dra Christ. Que surpresa. Não achei que fossemos nos ver de novo. Nosso último encontro não acabou bem.
- Pra você, talvez. Eu estou ótima.
- Sim, está...

A Dra Christ ficou ainda mais furiosa ao ouvir o comentário. Mal podia se conter, as coxas espremidas sobre a cadeira, o colo começando a transpirar.

- Não vim aqui para ouvir suas gracinhas, Constantine. Você é meu trabalho.
- Seu trabalho é conhecer o seu mundo e então, de todo coração, se entregar a ele.
- O que disse?
- Buda disse.
- Consegue muitas garotas assim?
- Só as inteligentes o bastante para reconhecer a citação.
- Hilário.
- Ei! Finja que entendeu e se entregue a seu trabalho, de todo coração!
- Me fale de você, John. Um homem capaz de citar Buda como se fosse uma cantada barata certamente tem coisa melhor a me dizer.
- Você me chamou de “John”... E ficou curiosa. Bom sinal.
- Parte do trabalho.
- Sei. Então eu vou te falar a meu respeito, doutora. Em troca, você responde uma pergunta minha, ok?
- Não faço barganhas com...
- Ei, o que você tem a perder?

Ela pensou por alguns instantes, tempo demais. Estava caindo no jogo dele.

- Está bem.
- Ok, vamos lá. Eu não conheço o mundo lá fora. Não me lembro de nada antes de acordar aqui. Tudo que sei é que estou com outros 215 Johns Constantines. Dois psiquiatras se chamam Jesus Christ e tem um enfermeiro...
- Jesus Christ.
- Sim, seu nome.
- Não, o do enfermeiro. Ele também se chama Jesus Christ.
- Puta que o pariu!
- Achou que estava chegando a algum lugar, John? Você pode ser o que for. Honestamente, você realmente me excita. Nunca conheci um homem como você. Há uma intensidade na sua alma, um fogo... Alguma coisa no seu olhar. Toda vez que vejo você nessa camisa de força, sujo, cheio de hematomas, tenho vontade de te dar um banho e arrancar a roupa. Mas a verdade é que você nunca sairá daqui. Não sabe porque chegou, mas eu tenho sua ficha. Se você estiver dizendo a verdade sobre sua amnésia, e eu acho que não está, bom, não faz diferença. Você veio pra ficar. “Para Criminosos Insanos”, lembra? E você pegou perpétua.
- O que eu fiz, afinal?
- Descumbra sozinho, já que é tão esperto.
- Não foi esse nosso acordo.
- Você não disse nada a seu respeito!
- Eu não sei nada! Hoje eu consegui lembrar a letra de uma música, lembro da minha voz cantando essa música, mas não sei de quem ela é, ou porque eu fui me lembrar dela... Eu não tenho sonhos quando durmo, apenas delírios... Porque acho que me entupiram tanto de remédios que não durmo mais, fico apenas dopado. Nos intervalos entre o efeito da medicação, eu apanho e ouço desaforos. Eu sei que existe uma cidade chamada Gotham, eu me lembro que há lugares chamados Londres, Newcastle e Louisiana, mas eu não sei se já estive lá, não sei como são ou com o que se parecem! É o bastante pra você? Coloquei o apelido de “Lothar” no “terceiro Jesus Christ” porque é o nome do ajudante do Mandrake, mas eu não me lembro de nunca ter lido um gibi do Mandrake! Aliás, eu nem sei explicar como eu sei que Mandrake é um personagem de gibi! Isso é estar louco? Isso é ser criminoso? Pra isso serve o Asilo?
- Pra isso serve o Inferno.
- Eu não estou morto ainda.
- Mas já deseja estar.
- Engano seu.
- Será mesmo, John? Quais suas expectativas?
- Sair daqui e currar você.

A médica arregalou os olhos. Estava se colocando no controle da situação, não estava preparada para aquela resposta. Precisava reassumir o controle.

- E como pretende fazer isso?
- Com o meu...
- Como pretende sair daqui?
- Preciso descobrir como vim parar aqui.
- Não vou entrar no seu jogo, Constantine.
- Você me deve uma resposta.

Considerou, por um segundo, a possibilidade de Constantine estar falando a verdade. De ele não se lembrar. Parecia estar sofrendo de transtorno bipolar, com episódios à beira do desespero alternados com uma fria análise crítica da situação. Precisava lhe dar uma resposta.

Não porque ele tinha uma chance de redenção, ou porque lhe devia. Não porque tivesse um código de honra que a obrigasse a cumprir com sua palavra dada aos pacientes.

Mas porque realmente queria que ele saísse dali e cumprisse com a palavra.

- Você matou treze pessoas. Devorou seus órgãos. As três últimas ainda estavam em seu freezer.
- Dois homens e uma mulher...

Christ levantou-se da cadeira, assustada. Constantine estava sorrindo.

Conseguira uma resposta.

Mais uma peça para o quebra-cabeças.

Não fazia idéia sobre os assassinatos. Até ela dizer, sequer imaginava três pessoas mortas em seu freezer. Treze assassinatos. Canibalismo. De uma maneira muito estranha, John começou a achar tudo aquilo divertido.

A Dra Christ foi andando lentamente, de costas, em direção à porta.

- Não tenha medo, doutora...
- Que tipo de monstro é você?
- O tipo que te excita. O tipo que controla. Que manipula. Eu vou sair daqui em vinte e quatro horas, doutora. Avise seu chefe, avise o Lothar. As coisas começam a fazer sentido. Amanhã a essa hora, todos vocês deixarão de existir.

Ela saiu correndo pelo corredor do hospício, deixando a porta aberta atrás de si. John não se incomodou em tentar sair. Sentou-se de pernas cruzadas, o sorriso de quem tinha acabado de fazer o que fazia melhor. Ficou imaginando a pobre médica, a deliciosa Dra Christ, correndo com lágrimas nos olhos, imaginando como sua vida acabaria, os corpos no freezer, a carne entre seus dentes...

Lothar entrou minutos depois.

- Que diabos...?!
- Você não ia acreditar se eu contasse...
- Não vim aqui pra conversar, inglesinho!
- É. Pro seu bem.

Quando acordou, sentiu o sangue ressecado na boca, o nariz sujo. Devia ter apanhado muito. Não se importava. Não mais. Não tinha todas as respostas – ainda – mas sabia o que estava fazendo. Tudo que precisava fazer era focar seus pensamentos. Era mais fácil do que poderia parecer.

Sem se dar conta, esticou o braço.

Não estava mais usando camisa de força. Sentia frio e percebeu que tinha emagrecido. Levou as mãos ao pescoço e notou a cicatriz que mencionaram. Um corte na garganta de fora a fora, quase um palmo. Teria sido quando foi “preso”? O ferimento estava sujo e dolorido. Precisava tomar antibióticos e...

Não.

Não precisava.

Precisava sair daquele lugar.

Foi quando o Dr Christ entrou em sua cela, sem a mesma arrogância da outra vez. Atrás dele, entraram a psiquiatra e o enfermeiro, as três únicas pessoas de quem Constantine se lembrava, três pessoas que partilhavam o mesmo nome.

- John Constantine?
- Provavelmente.
- Você deve ter notado que tiramos sua camisa de força...
- De fato. Fui promovido? Posso limpar minha bunda sozinho agora?
- Bom, nós... Você ainda não está livre de tomar sua medicação. Nós apenas... Não queríamos que ficasse nenhum mal-entendido, John. Ninguém quer prejudicar você.
- Doutor, com todo respeito, mas o fato de você entrar aqui com um discurso tão diferente do anterior não me deixa nem um pouco tranqüilo.
- Nós... A Dra Christ me contou sobre... Sua memória parece estar voltando.
- Não está. Eu ainda preciso de respostas.
- Nós também esperamos respostas, Constantine. Queremos entender o que aconteceu, queremos entender o que está acontecendo agora. Você pode nos ajudar? Pode responder algumas perguntas, John?
- Se você responder uma das minhas...
- Bom, aparentemente foi uma barganha parecida que deu início a todo esse mal-entendido. Não queremos que você...
- Uma pergunta minha pra cada pergunta sua. Ou...
- Olhe, escute – disse o Dr Christ, se aproximando. – Nós não queremos uma postura hostil. Então vou concordar. Eu ajudo você e você me ajuda. Parece um bom acordo. Acho que vamos nos dar bem.
- Eu preferia quando você se achava o dono da verdade...
- Ninguém é dono da verdade, John.
- Ah, não? Espera até eu lembrar.
- Quem está sendo arrogante agora?
-Faça sua pergunta, “doutor”.

Quando um especialista se coloca numa postura defensiva, é porque algo está terrivelmente errado. Christ queria sair dali. Queria ir pra bem longe daquele homem. Sentia-se preso num inferno, um lugar a que não pertencia e precisava desesperadamente deixar pra trás.

Antes disso, contudo, tinha um trabalho a fazer.

Se tudo corresse bem, aquela seria sua chave para se livrar definitivamente de John Constantine.

- Bom, eu... Do que você se lembra, John?

Um bom começo, doutor - pensou Constantine. Um excelente começo.

Os três ficaram em silêncio, esperando que ele começasse. Constantine respirou fundo, passou os olhos do enfermeiro para a médica, despindo-a em sua cabeça, encarou o psiquiatra nos olhos e começou a falar.

- Quando alguém vende a alma ao demônio, só há uma maneira de escapar. Eu descobri qual a maneira. Essa é a única razão pela qual estou vivo hoje. Fodi com muita gente que gostava, com gente que não gostava... De um jeito ou de outro, azedei a vida de todo mundo. Todo mundo.

Isso cria uma espécie de reputação. Não do tipo que a gente gosta de ter. Ninguém gosta de ser lembrado como “John Constantine, o filho da puta”. Mas é assim que as coisas são. A maioria das pessoas não gosta de mim. Muita gente tem medo de mim, muita gente apenas me tolera.

E tem gente que me inveja.

Uma reputação e tanto!

E o preço da fama, você sabe, é aquela coisa de ser mais visado que uma pessoa comum. Artistas têm de lidar com os paparazzi, John Lennon levou um tiro por ser famoso, você não pode nem enfiar o dedo no nariz sossegado. Agora, se você é o melhor pistoleiro da cidade, então o preço da fama é que, de tempos em tempos, aparece alguém dizendo que é melhor do que você.

E ele quer provar isso matando você.

Eu me dei conta de onde estava, e porque estava aqui, quando comecei a prestar atenção nos nomes. Todos aqui se chamam John Constantine ou Jesus Christ. E isso é bizarro. Talvez não para vocês, mas para mim é. Há um motivo para as pessoas serem chamadas como são, receberem os nomes que têm. Sabe essa marca que temos entre a boca e o nariz, bem no meio do lábio? Dizem que, quando nascemos, o anjo Gabriel explica o motivo do nosso nome. Mentira. A verdade é que ele conta quando, onde e como vamos morrer.

Gabriel é o Anjo da Morte, sabia?

Ele nos conta e então coloca o dedo na nossa boca, pedindo segredo.

Então esquecemos e, quando o reencontramos, ele diz: “Por que a surpresa? Você sabia que eu viria”.

Enfim, o segredo está no nosso nome. O nome diz quem nós éramos, e quem viremos a ser. Ele revela o segredo de nossas encarnações. O que nós realmente somos. O fato de ter 216 pessoas aqui chamadas “John Constantine” deve querer dizer alguma coisa, certo? E três “Jesus Christ”. As mesmas iniciais. Que porra isso significa?

Bom, o nome fala sobre nossa alma. E a alma não é uma coisa só, doutor. É uma colcha de retalhos. Ela guarda fragmentos não só de diferentes encarnações, mas de diferentes realidades. Vidas paralelas.

Por isso nós temos “deja vu”, por isso temos sonhos que, aparentemente, não fazem nenhum sentido. Por isso encontramos pessoas que sentimos conhecer há muito tempo, por isso sabemos coisas que nunca nos ensinaram, temos dons, conhecimentos ocultos, visões. Quando uma pessoa morre, não é a alma dela que reencarna. São seus fragmentos, é a parte da essência dela que precisa reencarnar para passar por alguma retificação.

Eu descobri como separar os pedaços e olhar para eles separadamente. Me diz muito sobre as pessoas, me diz muito sobre mim mesmo. E eu descobri que, quando a gente tem um segredo, o melhor a fazer é contar pra alguém que não tenha contato com mais ninguém. Nem com as outras 215 partes de sua própria alma.

Então eu devia estar num beco sem saída. Alguém precisava da minha alma. Eu a dividi em pedaços suficientes para que ele não pudesse achar. Eu reencarnei 216 vezes aqui, neste lugar, para esconder alguma coisa. Eu preciso que você me diga o quê.


Os três se entreolharam, confusos.

O problema não era a quantidade de informação que receberam de Constantine. Não era o que ele tinha dito.

O problema é que ele tinha razão.

Os três nunca se deram conta, mas acabavam de cair em si. Sabiam o que John Constantine estava escondendo.

Antes que o Dr Christ pudesse falar, no entanto, ele caiu no chão, o pescoço aberto por um rápido golpe de navalha de um agressor que se postou atrás dele.

- Ora, ora... Eu já estava curioso pra saber quando você ia se juntar a nossa “soirée”... Faust!


Conclui a seguir!
Posted on Monday, June 22 @ 14:29:59 BRT by Raul_Kuk
 
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Hellblazer 20 (Score: 1)
by Conan on Monday, June 22 @ 16:15:57 BRT
(User Info | Send a Message)
É muito bom ver que o fenômeno Raul Kuk está voltando à velha forma de escritor, instigamente e obscuro.
Parabéns, Canalha.




Re: Hellblazer 20 - São as Pequenas Coisas - Segunda Parte (Score: 1)
by Henrique on Monday, June 22 @ 20:26:12 BRT
(User Info | Send a Message)
Eu tenho medo de Raul Kuk.


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