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O misterioso livro que Constantine conseguiu com o astro Mary Murdock continua a criar problemas. Agora, desperta a cobiça da jovem Errante, que já foi heroína e feiticeira, que acaba realizando um ritual proibido. Ao mesmo tempo, os preparativos para a volta do Senhor dos Vampiros envolvem o sangue de inocentes vítimas. A garota realmente não tem a menor idéia do mal que libertou sobre a Terra.
Originalmente publicado em Junho/2003
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HELLBLAZER
Capítulo VI A VOLTA DE DRÁCULA Parte Final
Por Marcelo Moro e Leonardo Marcello
Numa boate em Curitiba, Daniela estava com seu namorado. Eles dançavam. Depois de alguns momentos, ela sente sede e pede para ele comprar-lhe uma bebida. Ele vai. Ela está vestindo um sensual vestidinho preto, curtinho, deixando as estonteantes coxas à mostra.
- Pronto, querida. – volta ele com o copo de Martini.
- Obrigada. – responde Daniela dando um sorriso.
Ela olha para seu martini, vermelho e sua boca começa a salivar. Aquele cor mexe com ela. Toma um gole, mas nada sente. O que estava acontecendo? De repente, o gosto doce da bebida toma conta de sua boca. Estava mais doce que o normal, muito mais doce. Ela olhou para seu namorado e o viu facilmente. Facilmente demais, pois a boate estava escura. Olhou para o lado e viu todos que estavam à sua volta. Mesmo os que estavam longe, escondidos na escuridão aos amassos. Logo começou a ouvir um barulho estranho. Como se estivesse ouvindo a água correr por um cano e, ao fundo, o som de um bate estaca, mas leve e ritmado. Ela sente uma suave tontura e deixa cair o copo no chão. Estilhaços.
- Credo, Dani! O que aconteceu? – pergunta seu namorado logo depois de ouvir o barulho.
- Nada, Ricardo, nada... Me leve para fora. – Daniela procura não olhá-lo diretamente. Algo está muito errado, ela sente.
- Sim, antes deixa eu recolher os cacos, para ninguém se machucar. – Ele se agacha.
- Ligeiro.
- Ai!
- O que foi?
- Me cortei.
Ricardo levanta, com o dedo sangrando. Daniela sente o cheiro entrando em seu nariz e novamente sua boca saliva. Uma emoção que ela não sentia há anos estava voltando. Rapidamente pega seu namorado pela mão, e coloca seu dedo na boca, para chupar o sangue.
- Credo, Dani! Que nojo!
- Vamos embora que estou morrendo de tesão. – Ela o puxa pelo braço em direção à porta.
- Como?
- Vamos embora. Eu quero transar com você.
Eles logo saem da boate e vão ao carro: um luxuoso Golf preto, com a película preta no vidros, impossibilitando que alguém veja o que acontece dentro. Assim que entram no carro, que estava estacionado longe de iluminação, ela começa a tirar a camisa de Ricardo. Daniela sente tudo novamente, escuta o som do sangue em suas artérias, escuta seu coração bombeando sangue por elas. Ela olha seu namorado com olhos de um predador. Sua boca saliva. Ela abre a boca e dois longos caninos saltam para fora. Quando Ricardo nota o que está acontecendo já é tarde demais. Os caninos cravam na jugular e Daniela começa a sorver seu sangue. Que saudade ela tinha disso. Agora estava tudo de volta. Todas as sensações de ser uma vampira. De ser A Vampira de Curitiba.
Austrália.
Foi o lugar mais longe que Peter conseguiu ir. Longe o bastante do seu passado. Uma nova vida foi sendo criada aos poucos e, quem sabe, assim teria o perdão de tudo que já fez de mal. Não. Ele sabia que nunca conseguiria ser perdoado pelas vidas que tirou. Mas não custava tentar. Ajudar o próximo. Ainda mais para alguém de família abastada. Não havia restado muito da herança, mas teve o suficiente para construir um abrigo para jovens em Camberra; com os contatos de infância, vários patrocínios mantêm mês a mês a instituição. Peter investiu nos esportes e agora os mesmos adolescentes que antes jogavam fora suas vidas nas drogas, tornaram-se atletas.
Era uma manhã de sol forte e ele preparava os pesos da sala de musculação recém inaugurada. Uma grande parede de vidro permitia-lhe vislumbrar o lado externo da casa de três andares. Lá embaixo, viu Ian chegando. Era sempre o primeiro aluno a treinar e ficava o dia todo. Peter acenou pra ele, que respondeu.
Peter ia distanciar-se do vidro quando sentiu uma dor estranha brotar de dentro de si. Uma dor aguda, intensificando-se cada vez mais. Mudanças ocorriam em seu organismo e Peter lembrou que já sentira isso antes. E temeu pelo pior. A luz do sol, incidindo sobre ele, começou a queimar. Por instinto, recuou e saiu correndo, com o corpo com ligeiras queimaduras e saindo fumaça. O único lugar onde lembrou que estaria protegido da luz seria o vestiário, em que não havia janelas e poderia permanecer escondido num armário até que a noite chegasse.
Chegando lá, viu Ian. O jovem já havia entrado e estava de roupa trocada, pronto para o treino. Peter levou um susto ao vê-lo. Na correria, mal teve tempo de pensar e não tinha lembrado do rapaz. Tentou sair sem ser notado, mas não conseguiu.
- Senhor? Está tudo bem? – perguntou Ian vendo Peter em pé, com as mãos escondendo o rosto e com o corpo um pouco curvado.
- Nada! Tenho que ir pra longe! – respondeu, na esperança de sair de lá o mais rápido possível.
- Essa fumaça... O senhor se queimou? – Ian chega mais perto – Deixe-me ajudá-lo.
Peter tenta se afastar, mas o rapaz já está perto demais. E há o cheiro de sangue. O sangue dentro das veias de Ian que Peter pode farejar mesmo a essa distância. Tão perto. Tão ferido. De repente ele agarra o jovem pelo pescoço. Ele precisa de sangue. Como nunca antes. Ian tenta se soltar. É mais alto e forte do que Peter, teria conseguido se estivesse lutando contra alguém normal. Mas é algo sobrenatural que agora aproxima as presas de sua aorta. Passa pela sua cabeça numa fração de segundo a idéia errada que as pessoas têm de que um vampiro morderia a veia jugular, quando na verdade esta só carrega o sangue venoso, sem oxigênio. Ao voltar à realidade, Peter crava seus caninos na grande artéria. Ian não sente nada a princípio, tão afiada é a ponta do dente. Ele tenta se libertar, mas suas forças aos poucos vão esvaindo-se. Só percebe o que está acontecendo quando sangue escorre por sobre seu corpo. O desespero toma sua mente e ele tenta soltar-se de qualquer jeito. Mas é tarde demais. Um terço de seu líquido vital já se foi, seu braço adormece, sua cabeça pesa. É a vida deixando-o...
Enquanto suga todo o sangue de Ian, Peter entristece-se devido a sua maldição. Não apenas por si mesmo, mas também pelos jovens que chegarão em meia hora para o treino do dia. Peter chora uma lágrima de sangue por eles.
Romênia Maramures
Após sua volta, o Conde Vlad Tepes, mais conhecido por Drácula, descansa. Ele precisa de tempo para adaptar-se ao novo corpo. Igor, seu fiel lacaio, não sai em momento algum do lado do caixão de seu mestre. Longas horas passam-se, até o flagelo levantar novamente.
- Como está se sentindo, Mestre?
- Fraco. Igor, eu preciso de sangue.
- Mas isso pode ser imediatamente providenciado, Mestre.
Igor levanta, e se vai em direção a uma porta. Ele entra, e após alguns minutos, sai arrastando o corpo inerte de um homem de meia-idade. Ainda está vivo, mas completamente atordoado pela pancada que levou horas atrás. Igor joga o homem aos pés do seu mestre, que na mesma hora o puxa do chão e crava suas presas no pescoço da pobre vítima. Não demora nem um minuto para que o temido vampiro sugue todo a sua vida, indefesa ante seu poder. Durante uma quantidade ínfima de tempo, o homem recobrou a consciência e pôde saber o que lhe acontecia. Drácula percebeu, mas nada fez, a adrenalina dava um gosto a mais em sua refeição. Recobrado com o sangue, ele torna a conversar com seu lacaio.
- Quanto tempo, Igor, fiquei nesse estado?
- Anos, Mestre. – responde o servo.
- Maldito Estranho[1]. Se não fosse ele e aquele maldito livro[2], eu não estaria nessa situação.
- E isso ainda não é o pior, Mestre. Tem os aldeões.
- Aldeões? O que o meu gado tem a ver com isso?
- Eles estão rebeldes, Mestre. Queriam queimar o castelo. Se não o fizeram, foi porque ainda têm medo.
- Rebeldes? Eles verão que ninguém se rebela contra Drácula. Essa noite, Igor, farei uma visita à vila. Deixarei uma mensagem, que todos vão entender que eu voltei.
Londres.
John Constantine acende um cigarro. Precisa de uma tragada, depois do que aconteceu na última hora. Não que tenha sido a primeira vez que foi atacado por um vampiro. Mas nunca é uma experiência das mais gratificantes.
Foi tudo tão rápido:
Aquela moça tão linda. De pele clara, loira. Sentada entre cinco velas. John só conseguia pensar o quanto aqueles caninos não combinavam com ela. E parecia que ele estava certo, Amanda não conformava-se.
- O que... O que aconteceu comigo? – ela estava confusa, passando a mão sobre o rosto. Os dentes, salientes demais em sua boca, tentando saltar para fora dela. Ela encosta um dedo na ponta afiada que encontra. Não é difícil descobrir no que ela transformou-se.
- Você fez merda, garota. Eu disse para não terminar aquele encanto. Pode ter posto tudo a perder. – John responde, ignorando as preocupações da moça e já pensando em outras conseqüências do que acabou de ocorrer.
Amanda não prestou atenção nas palavras que foram ditas. Pensava em como queria a imortalidade, mas não assim. Não desse jeito. O que faria agora? Beber sangue das pessoas? Tentar reverter o encanto? A cena de ser rejeitada por todos os amigos que tinha lhe passou pela cabeça. Era um preço alto demais a se pagar. Não ver mais o Sol. Talvez... Não ver mais Kurt?
- Não era o que você esperava, não é mesmo? – debocha Constantine. – O livro não falava “dentes pontudos incluídos no pacote”, dizia?
- Cala a boca! Cala a boca! – esbravejou ela – Você não sabe o que eu tô sentindo. Você não sabe o que é ouvir tudo... – Amanda tapa os ouvidos – Seu coração está muito alto.
- Desculpe-me por não pará-lo para aliviar a sua dor de ouvido, mas preciso dele. Errante, Amanda, ou seja lá qual for o seu nome essa semana, estou vendo que não percebeu a cagada que fez. Além, é claro, de se tornar uma sanguessuga.
- Do que está falando? Eu apenas fui uma... Idiota! Fui querer a imortalidade e me transformei nisso! – responde ela, olhando para as mãos e braços, como se sentisse que não são mais os mesmos.
- Você foi mais que uma idiota, na verdade. – John viu quando ela fez uma cara de raiva – Esse encanto que você leu no maldito livro que eu achei reverteu o Montesi, o que havia matado o famoso Drácula e metade dos vampiros do mundo.
- Drácula? Eu lembro de ouvir a história. Foi o Dr. Estranho que o matou.
- Foi sim, mas só conseguiu lendo o tal feitiço antigo. Vampiros poderosos não são mortos com estacas de madeira, sabe? Eles as usam para palitar os dentes. E o Montesi eliminou o velho Conde ao ser lido à sua frente. Por conseqüência todos os vampiros que foram originados dele bateram as botas. E os vampiros originados destes. E os outros... Ah, você já entendeu.
- Mas os vampiros não podem ter sido todos eliminados. Eu ouvi relatos...
- O Drácula não foi o primeiro vampiro, criança. Apenas o mais famoso. Tá certo que por ter gerado uma grande linhagem deles, muitos morreram naquele dia. Mas só os que já estavam com mais idade do que uma pessoa normal pode viver. Imagina os mais novos, você acaba de transformá-los de novo.
Amanda continuava ouvindo tudo que John Constantine falava. Fatos que não conhecia e que acabou interferindo sem se dar conta. A vontade, a ânsia, o desejo de obter a imortalidade era grande demais para pensar nas conseqüências. Não sabia a origem ou o nome do livro que havia roubado, mas no momento isso não tinha importância. Fora atraída. Manipulada. Enganada. Por causa de sua estupidez, agora era uma vampira. Nem todos os magos do mundo poderiam salvá-la dessa sina agora. Como transformou-se por magia, não havia um vampiro “criador” para tentar eliminar com o Montesi e voltar ao normal. Isso se ela conseguisse ler o feitiço, o que provavelmente estava fora de suas capacidades. Como um raio, o pensamento chegou a sua mente. E se...
- Constantine, ele... Ele voltou? Drácula voltou?
- Garota, olhe para o céu. Olhe em volta. A noite lhe parece diferente do normal, não apenas porque seus olhos agora podem ver além das nuvens? O cheiro de morte se espalhou pelo mundo? Use seus poderes, você ainda os tem. Sinta a magia, o equilíbrio entre vida e morte. – John acende um cigarro e coloca na boca - Sim, o carniceiro voltou. E é melhor ele não te encontrar, senão pode tentar “retribuir” o favor.
- Mas eu apenas queria viver mais. Pra sempre! – ela abre os braços, contemplando sua nova natureza e se sentindo bem pela primeira vez na noite – Eu consegui isso. Terei tempo de aprender cada vez mais. Tenho todo o tempo do mundo para conhecer os segredos da Terra. – Amanda olha no chão o livro que causou tudo isso. Parece mais poderoso do que nunca. Ela imagina quantos segredos ainda estão guardados em suas páginas - E eu vou começar com aquele livro!
- Sua doida, não aprendeu a lição? – John fala enquanto pula em cima do livro, que estava mais próximo dele do que de Amanda. Consegue pegá-lo, mas nem tem tempo de se levantar. Sendo mais rápida, ela o alcança facilmente e o abraça de forma que seus ossos começam a sentir a enorme pressão dos músculos de uma vampira. John se contorce, tenta se soltar. É impossível, ele sabe que vai acabar cedendo ou morrendo assim. Seu pescoço fica bem próximo da cabeça de Amanda. Ela vê suas veias saltando, tanta a adrenalina e tensão. A tentação é grande demais. Seus caninos vão aproximando-se. Eles cravam em seu pescoço sem encontrar nenhuma resistência e John logo aceita o que está acontecendo. Seu corpo tende a relaxar a partir do momento em que o sangue flui para a boca de sua captora. Ela se delicia...
Enquanto Amanda suga o sangue de John, não percebe que ele, mesmo perdendo as forças, dá um leve sorriso. O líquido escorre por dentro da garganta dela, descendo até seu estômago, onde a nova estrutura fisiológica deve absorvê-lo. Ela nunca havia bebido sangue humano antes, mas nunca imaginou que fosse tão grosso. Tão pesado. Então ela se engasga. Sua garganta começa a arder. Por instinto ela solta Constantine, que cai no chão, quase desmaiado pela quantidade de sangue perdida. Ela tosse. Muito. Se precisasse respirar agora, teria dificuldade. A tosse não pára. Mal consegue falar.
- O que...cof cof cof... o que. .. cof cof... aconteceu?
- É... – John respira fundo para poder falar. Seu corpo mal responde aos comandos – É sangue de demônio, sua putinha.
- O quê? – ela espanta-se.
- Isso mesmo... que você ouviu. Eu tenho sangue de demônio nas veias. [3] – John cambaleia, mas consegue levantar-se. – Você caiu direitinho na armadilha e agora vai se revirar por algum tempo com isso no seu corpo. Algumas horas... ou dias se contorcendo e tossindo devem fazer algum bem a você.
- Cof... cof... seu canalha. – ela tenta parar de tossir, mas parece impossível. Sua garganta arde e o estômago começa a querer sair de seu corpo a qualquer custo.
- Canalha é meu nome do meio – ele pega novamente o livro e começa a andar, se distanciando dela. Apenas volta a cabeça para trás para um último aviso – E seria bom você arranjar uma tumba para se esconder, gatinha. O Sol vai nascer em poucas horas.
Amanda Sefton, a Errante, permanece no chão, tossindo e gemendo de dor. A vida eterna não começou exatamente do jeito que esperava.
É Madrugada na Romênia.
Um vento sinistro e gelado corta Maramures. Por onde passa, deixa uma sensação de morte. Aproximadamente às duas horas da manhã, os lobos começam a uivar. Uma grande lua aparece no céu, iluminando a cidade[4]. Ao norte, na praça de entrada, um vulto está de pé. Atrás dele, lobos e morcegos parecem esperar um sinal. Uma fina névoa começa a tomar conta a cidade, penetrando em cada canto, em cada fresta. Dentro das casas, os ratos estão em alvoroça. Eles correm pelos sótãos, e pelas frestas nos assoalhos, acordando os habitantes da cidade. Os mais velhos, que tiveram a sorte de sobreviver à outra época negra, lembram-se do que estava para acontecer. Os mais novos estão assustados. A névoa, agora muito densa, não deixa ninguém enxergar a mais que dois metros para fora da casa. Os uivos dos lobos cada vez mais assustadores. Em poucos minutos, toda a cidade acordou, mas ninguém teve coragem de botar os pés para fora de casa. Quando os uivos cessaram e a população parecia que iria se acalmar dentro de casa, começaram os gritos. E junto com os gritos, como se aquilo agradasse aos lobos, recomeçaram os uivos. Os poucos habitantes que tiveram coragem de olhar pelas janelas, davam pulos de susto, quando os morcegos batiam contra o vidro. E os gritos não cessavam, pelo contrário, eram cada vez piores. Assim foi a noite inteira. De manhã, a cena na cidade era dantesca. O pequeno chafariz da praça na entrada da cidade jorrava sangue. Todas as casas nas imediações estavam com suas portas arrombadas, e com rastros de sangue que vinham de dentro. Esses rastros seguiam numa mesma direção, e por onde passavam, a cena era a mesma, com as casas arrombadas, e pintadas de sangue. E o rastro seguia pela cidade, até um colégio católico. Lá dentro havia um campo, que era onde estava a pior visão de todos os tempos. Ao lado do campo, haviam corpos destroçados a dentadas, que com certeza haviam sido comidos pelos lobos. Seus olhos foram arrancados e comidos pelos morcegos. Os ratos ainda estavam no local, entrando e saindo de dentro dos corpos pútridos, mas no centro do campo, haviam várias estacas de mais de dois metros de altura. Em cada estaca, um corpo empalado. Todos dispostos pelo campo, como se quisessem formar um sinal. Mas o que estava ali, só podia ser visto do alto. E bem do alto se lia uma frase. Uma frase feita de corpos empalados.
EU VOLTEI
Em breve, Drácula aparecerá em outras histórias da Quadrim, continuando seu reinado de terror sob a noite. Por enquanto, o mundo pode apenas esperar apreensivo pelo próximo ataque...
[1] Stephen Strange, mais conhecido por Dr. Estranho, foi o responsável pela morte de Drácula, recitando a Fórmula Montesi, que banira os Vampiros da Terra.
[2] O Dr. Estranho recitou a fórmula que estava no Necronomican.
[3] John Constantine possui sangue do demônio Nergal há alguns anos, desde que este fez uma transfusão forçada no mago.
[4] Depois de todos esses anos, Maramures virou uma cidade, deixando de ser uma vila sob jogo do Conde.
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